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Carlos Zorrinho promete reforçar cooperação e execução de fundos na CIMAC

O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, foi eleito presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) para o mandato 2025-2029.

Em entrevista ao Jornal O Digital, o autarca socialista afirmou que a sua prioridade será fortalecer a cooperação entre os 14 municípios que compõem a entidade e garantir uma execução eficaz dos programas e fundos estruturais em curso.

«Fiquei muito honrado e, ao mesmo tempo, tenho consciência da responsabilidade que é ter sido eleito pelos 13 presidentes de câmara do Alentejo Central», afirmou Carlos Zorrinho, sublinhando que esta eleição representa um reconhecimento transversal das várias forças políticas.

«A força de Évora é a força da região, e o meu trabalho na CIMAC será para que as populações dos 14 concelhos tenham as melhores respostas possíveis», acrescentou.

A eleição do novo Conselho Intermunicipal da CIMAC contou com a escolha de Inácio Esperança, presidente da Câmara de Vila Viçosa (coligação PSD/CDS), e Jorge Macau, presidente da Câmara de Arraiolos (CDU), como vice-presidentes. A composição plural da nova direção reflete, segundo Carlos Zorrinho, o espírito de cooperação que pretende promover.

«Sempre trabalhei com delegação e com equipas. Confio nas pessoas e nas instituições. O meu papel será o de articulador e motivador, para que o trabalho conjunto produza resultados concretos», referiu, destacando que a CIMAC deve atuar «com uma visão partilhada e objetivos comuns entre os municípios».

Continuidade e foco em resultados

Carlos Zorrinho destacou que o novo ciclo intermunicipal deve assentar na continuidade do trabalho realizado pela anterior presidência. «Vou dar continuidade ao trabalho magnífico que foi feito pela equipa anterior, liderada por David Galego, do Município de Redondo. Estarei atento às oportunidades e focado em resultados concretos para as pessoas», sublinhou.

Entre os principais desafios do mandato, o presidente da CIMAC identificou a execução plena dos programas de financiamento e a preparação do próximo ciclo de apoios nacionais e comunitários. «Temos de conseguir uma boa execução daquilo que está em curso, nomeadamente do PRR e dos programas operacionais, e preparar o próximo ciclo de financiamento nacional e internacional», afirmou, acrescentando que é essencial «definir uma estratégia comum que se traduza em projetos concretos no território».

Carlos Zorrinho defendeu ainda que a ação da CIMAC deve ser orientada por uma lógica de eficiência e proximidade. «As pessoas têm de sentir que este trabalho conjunto melhora as suas vidas. No fim do dia, é para isso que servem as comunidades intermunicipais», frisou.

Cooperação política e territorial

Questionado sobre a articulação com os vice-presidentes e os restantes autarcas, Carlos Zorrinho reafirmou o compromisso de uma governação inclusiva. «Fui eleito com votos de autarcas de todas as forças políticas. Sei que vamos trabalhar em equipa e não tenho dúvidas de que será um trabalho coeso e construtivo», garantiu.

O novo presidente sublinhou que a coesão territorial exige um diálogo constante entre autarquias e instituições regionais. «Temos de trabalhar todos juntos para objetivos comuns. É o único caminho possível para valorizar o Alentejo Central», afirmou.

Sem avançar ainda medidas concretas, o autarca indicou que os primeiros meses de mandato serão dedicados à análise dos dossiês e à definição de prioridades com a equipa intermunicipal. «Não se trata de avançar depressa ou devagar, mas de conhecer bem os temas e trabalhar com rigor. A ação será sempre orientada pelos resultados e pelo benefício direto para as populações», concluiu.

A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central integra 14 municípios: Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vila Viçosa.

A entidade coordena políticas de desenvolvimento regional, planeamento estratégico e gestão de fundos comunitários, desempenhando um papel central na promoção da coesão e competitividade do território.

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