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CAP defende “plano de prevenção” para doenças pecuárias em Portugal

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Álvaro Mendonça e Moura, defendeu hoje que Portugal deve elaborar um plano de prevenção para as doenças pecuárias, como a dermatose nodular bovina, ainda ausente do país.

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O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Álvaro Mendonça e Moura, defendeu hoje que Portugal deve elaborar um plano de prevenção para as doenças pecuárias, como a dermatose nodular bovina, ainda ausente do país.

Em declarações à agência Lusa, em Beja, o mesmo responsável explicou que, para dia 19, está marcada uma reunião entre a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), a CAP e as várias organizações de produtores para a sanidade animal (OPSA) das suas associadas.

O encontro tem como objetivo “fazer um ponto de situação sobre o que se está a passar com estas doenças [pecuárias] e os riscos que se anteveem”, explicou Álvaro Mendonça e Moura.

Esta foi uma das questões abordadas durante o Conselho Consultivo da CAP com associações agrícolas do Baixo Alentejo, realizado hoje em Beja, e que tem preocupado os criadores pecuários.

“Há algumas doenças, como [a dermatose] nodular [bovina] que não chegou ainda [a Portugal], mas que teve um impacto enorme em França e tememos que, mais cedo ou mais tarde, possa chegar” a Portugal, realçou.

Por isso, é necessário analisar esta doença: “Temos que pensar efetivamente como é que queremos organizar-nos”, admitiu. 

Segundo Álvaro Mendonça e Moura, o “multiplicar” deste tipo de doenças nos efetivos pecuários dos seus associados diz respeito “às alterações climáticas” e, por isso, é necessário elaborar um “plano de prevenção”.

“Queremos ouvir as várias OPSA para podermos, em conjunto, encontrar as melhores soluções”, disse.

A reunião de trabalho realizada hoje em Beja permitiu ainda abordar “uma série de questões e problemas específicos” do Baixo Alentejo, como “a necessidade de se acelerar a construção dos blocos de rega desta região”, mais precisamente os de Ficalho e Amareleja.

“Estes dois blocos têm de avançar e têm de avançar rapidamente”, reclamou o presidente da CAP.

As limitações da Rede Natura, o acordo Mercosul ou os desafios ligados à nova proposta da Política Agrícola Comum (PAC) foram outros temas abordados.

A CAP está a realizar conselhos consultivos pelo país para auscultar, identificar e analisar com as organizações filiadas no terreno temas e prioridades regionais e nacionais.

Da parte da tarde, ainda em Beja, está a decorrer uma sessão de esclarecimento com agricultores no auditório do NERBE – Associação Empresarial do Baixo Alentejo dirigida aos agricultores.

O encontro é promovido pela CAP, em parceria com a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) e ACOS – Associação de Agricultores do Sul.

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