A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) assinala, nos dias 25 e 26 de novembro, o seu cinquentenário com um congresso comemorativo no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa. O encontro reúne académicos, especialistas e decisores políticos para analisar cinco décadas de evolução da Agricultura e da Floresta em Portugal e projetar os desafios do futuro.
Um marco para a maior organização do setor agroflorestal
Fundada a 25 de novembro de 1975, a CAP nasceu como movimento espontâneo em defesa da propriedade privada e de uma agricultura moderna. Cinquenta anos depois, é a organização mais representativa do setor, com presença em 147 entidades nacionais e internacionais.
O presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, destaca que a Confederação foi “determinante para afirmar a Agricultura e a Floresta como parte integrante de uma economia moderna e produtiva”. Recorda ainda o papel da CAP na Concertação Social e na representação de Portugal junto das instituições europeias.
Dois dias de debate sobre meio século de transformação
O congresso arranca dia 25 de novembro, às 15h00, com a intervenção do Presidente da CAP, seguida do discurso do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O primeiro painel analisa a evolução da sociedade, da economia e da política portuguesas nos últimos 50 anos, com contributos dos professores Manuel Braga da Cruz, Luciano Amaral e António Barreto.
A 26 de novembro, o Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, abre os trabalhos. O dia inclui participações do Ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, e do Secretário-Geral da CAP, Luís Mira. A manhã é dedicada à estrutura social da agricultura e à evolução da produtividade, com intervenções de Carlos Carvalho e Francisco Avillez, comentadas por João Ferreira do Amaral.
Ambiente, tecnologia e o futuro do setor em destaque
A tarde centra-se na relação entre Agricultura e Ambiente. O professor Francisco Gomes da Silva abordará a evolução tecnológica, enquanto José Manuel Lima Santos analisará as transformações na interação entre práticas agrícolas e ambiente. O painel contará ainda com comentário de António Câmara, sendo encerrado pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
O congresso termina pelas 17h00, após o balanço final de Álvaro Mendonça e Moura, com uma intervenção do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.
Evento aberto à comunicação social
A CAP convida os órgãos de comunicação social a acompanhar este congresso que marca um momento histórico para o setor agroflorestal português. O programa completo encontra-se disponível junto da organização.




















