CAP afirma “intransigente exigência” quanto à execução da Água que Une

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) afirmou hoje a sua “intransigente exigência” quando à execução da Estratégia Água que Une, apresentada há um ano, defendendo que esta não se pode esgotar na sua publicação.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) afirmou hoje a sua “intransigente exigência” quando à execução da Estratégia Água que Une, apresentada há um ano, defendendo que esta não se pode esgotar na sua publicação.

“A Estratégia Água que Une foi aplaudida pela CAP, sem hesitação, nem ambiguidades. Não esperámos para aplaudir, nem para dar o nosso contributo na consulta pública”, afirmou o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura.

O embaixador, que falava, em Lisboa, na iniciativa “Água que Une: O primeiro ano e próximos passos”, organizada pela CAP, disse assim que a confederação será de uma “intransigente exigência” quanto à execução desta estratégia.

“Não se pode esgotar na sua publicação”, sublinhou.

Mendonça e Moura insistiu que a estratégia tem de sair do papel e traduzir-se em resultados concretos, sublinhando que um terço das suas medidas beneficia o setor agrícola.

O presidente da CAP referiu ainda que Portugal não tem falta de água, mas “graves falhas” na sua gestão.

Por outro lado, disse que os projetos podem avançar, em simultâneo, nas várias regiões do país, acrescentando que, em muitos territórios, a viabilidade da agricultura e florestas depende dos projetos em causa.

Álvaro Mendonça e Moura lamentou ainda que o Conselho Nacional do Regadio se tenha reunido uma única vez desde a sua formação, notando que, na prática, este nunca funcionou, quando devia ser “o órgão de excelência do Ministério da Agricultura” para a discussão de matérias fundamentais.

A CAP apelou também ao Governo para que não tenha medo da sociedade civil, mostrando-se disponível para servir de ponte entre os agricultores e o executivo.

“Se esta estratégia for executada com determinação […] teremos um país mais coeso, onde o interior conta e os recursos são aproveitados. É esse o futuro que esperamos ajudar a construir”, concluiu.

A estratégia “Água que Une” conta com quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos, algumas das quais a implementar até 2050, como a construção de novas barragens, a redução de perdas nos diferentes sistemas e a interligação de bacias hidrográficas.

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