O Lusitano de Évora recebeu este domingo o Amora FC, numa partida a contar para 15ª jornada do Campeonato de Portugal.
Um encontro de equipas do pódio, com os mesmos pontos, mas que o Lusitano não conseguiu superiorizar-se, tendo perdido por 1×0.
Jogar, partir e não marcar
Será seguro dizer que o Amora entrou mais forte no jogo, com João Oliveira como destaque e referência ofensiva. Para além de baixar para perto dos médios, ainda conseguiu várias vezes causar problemas aos centrais lusitanistas.
Da pouca posse de bola que a equipa da casa ia tendo, era clara a aposta nas alas com Miguel Lopes e Davou a serem as asas de um ataque que não mostrava muita inspiração para além de cruzamentos para o coração da área.
Ainda assim, já perto da meia hora, uma exibição em crescendo do Lusitano que conseguiu equilibrar a estatística, passando a apostar mais na “paciência” do que na velocidade.
O Amora também baixou muito a intensidade, mesmo continuando a ser mais vertical que o seu opositor, sempre em busca do melhor marcador da série, João Oliveira.
Jogo muito partido e que já poderia haver mudanças no marcador, mas que pecou muito pela falta de eficácia de parte a parte, seja na “hora H”, ou no último passe.
Notas
Sem haver muito para contar da primeira parte, há que destacar Sele Davou. Ainda que sem conseguir ser eficaz no último terço, o extremo foi o “bombeiro” da sua equipa. Conseguiu muitas vezes carregar a equipa para a frente e as energias dos adeptos, assim como ajudar nas tarefas defensivas, obtendo cortes decisivos.
Como ponto negativo, por largos minutos do primeiro tempo, João Pinto foi a personificação da desinspiração, já que perdeu várias vezes a posse, ora por correrias sem nexo, ora por passes que muitas vezes acabaram no pé do adversário
Vida difícil
De volta dos balneários, ambas as equipas quiseram mudar e acabaram por não mudar nada na prática. Isto porque o equilíbrio voltou a prevalecer no retângulo de jogo.
João Pinto voltou a jogar ao seu nível habitual, com vários cruzamentos, mas que foram sendo sacudidos pela defensiva forasteira. Contudo, a equipa do Amora continuou bem mais vertical, e agora mais veloz.
Contexto este que proporcionou o primeiro da partida, por intermédio de Ednilson. O lateral estava sozinho de marcação, e muito interiorizado no coração da área, sem “dó nem piedade” rematou em força para bater Marcelo Valverde.
Tempestade
Se a vida do Lusitano não estava fácil, mais difícil ficou com este 1×0. Até porque a equipa visitante meteu a mudança da gestão, com sucessivas perdas de tempo.
Pedro Russiano tinha de mudar algo e disse se apercebeu cedo, já que colocou tudo o que conseguia. Trocou médios para uma maior contenção e mudou também a frente de ataque, que já estava aparentemente cansada.
Ainda assim, nada mudou. O Lusitano voltou a perder para o campeonato, mesmo que tenha tido uma oportunidade de Kalunga já perto do cair do pano. O avançado estava sozinho e só teria de colocá-la lá dentro. Nada feito e nada mudado.
| Lusitano GC | Amora FC |
| 0 | 1 |
| Ednilson (63′) |



















