O Município de Évora formalizou, esta terça-feira, 21 de julho, a transferência de competências para a gestão da antiga Casa das Sementes, edifício do Estado que a autarquia pretende converter num espaço dedicado à cultura.
O acordo foi assinado no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto, durante uma cerimónia promovida pela ESTAMO – Participações Imobiliárias e que envolveu vários municípios.
A assinatura concretiza um processo negociado durante vários anos entre a Câmara de Évora e a entidade responsável pela gestão do imóvel, que se encontra devoluto.
Plano de utilização ainda não foi apresentado
Segundo o município, o plano de utilização da Casa das Sementes encontra-se em fase de conclusão e será apresentado posteriormente.
O presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, considerou que o imóvel representa uma oportunidade para a cidade e indicou que poderá acolher várias valências culturais, entre as quais um centro de arte urbana.
A criação desta estrutura surge, para já, como uma possibilidade, não tendo sido divulgados o modelo de funcionamento, o calendário de execução, o investimento previsto ou as obras necessárias para adaptar o conjunto.
Arquivo Municipal também foi apontado para o edifício
A instalação do Arquivo Municipal de Évora é outra das utilizações anteriormente admitidas para a Casa das Sementes.
Jorge Janeiro, subdiretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, revelou ao ODigital.pt que Carlos Zorrinho tinha apresentado essa possibilidade e que estava igualmente a ser analisada uma eventual instalação futura do Arquivo Distrital de Évora.
O próprio presidente da Câmara já tinha referido, numa reunião pública do executivo, que o plano poderia incluir valências relacionadas com o arquivo, sem revelar mais pormenores sobre o projeto.
A utilização do edifício terá de estar ligada à cultura em sentido amplo, condição associada à cedência acordada com a ESTAMO.
Edifício foi construído em 1960
O antigo Núcleo de Seleção e Armazenagem de Sementes de Évora, conhecido como Casa das Sementes, foi construído em 1960 junto à linha ferroviária.
O complexo, constituído por três edifícios dispostos em forma de “U”, destinava-se à seleção, tratamento e armazenamento de sementes para a produção agrícola.
O imóvel chegou também a ser apontado para acolher o Centro Nacional para a Dança Contemporânea, projeto associado à Capital Europeia da Cultura Évora_27 que acabou por não avançar.
Com a assinatura do acordo, a Câmara passa agora a assumir formalmente a gestão do conjunto, permanecendo por conhecer a composição definitiva do projeto cultural e o prazo previsto para a sua concretização.



















