A Câmara de Redondo, no distrito de Évora, reduziu o valor do orçamento municipal para este ano em cerca de 300 mil euros, para um total de 14,8 milhões de euros, revelou hoje o presidente do município.
Em declarações à agência Lusa, o autarca de Redondo, David Fialho Galego (PSD/CDS-PP), precisou que o orçamento de 2025 foi de 15.145.000 euros, enquanto o deste ano tem um valor de um valor global de 14.833.950 euros (menos 311.050 euros).
A gestão municipal “irá pautar-se por uma forte retração da despesa corrente no ano 2026”, assumiu o presidente da autarquia.
O Orçamento Municipal para 2026 e as Grandes Opções do Plano da Câmara de Redondo foi aprovado, por maioria, em reunião de câmara, com os votos a favor dos três eleitos da coligação PSD/CDS-PP, ao passo que os dois vereadores da CDU votaram contra.
Já na assembleia municipal, os documentos previsionais foram viabilizados pelo PS, já que os oito eleitos da coligação PSD/CDS-PP votaram a favor, os dois socialistas abstiveram-se e os sete da CDU votaram contra.
“Mesmo sem montantes substanciais de fundos comunitários, a nossa visão de futuro para o concelho passa por uma ambiciosa política de investimento, que terá um forte incremento já em 2026”, sublinhou.
David Fialho Galego revelou que, dos investimentos previstos para este ano, o que envolve maior valor é a empreitada de pavimentação de arruamentos e estradas municipais, num montante global a rondar um milhão de euros.
“Este investimento na melhoria das acessibilidades e condições de vida da população é crucial, pois há muitos anos que não se realizam intervenções desta envergadura”, referiu, indicando que a obra se prolongará até 2027.
Também está prevista para este ano o avanço dos processos relativos à construção de um novo loteamento municipal, da nova creche e de uma nova zona industrial e à reabilitação e regeneração urbana em vários locais deste concelho.
O início do projeto de reabilitação do Convento Santo António, o lançamento do concurso para a construção do Centro de Descoberta do Misticismo da Serra d’Ossa e a remodelação do edifício da Sociedade Harmonia e Progresso Redondense estão igualmente previstos.
Quanto aos impostos municipais, o autarca disse que o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) continua com a taxa mínima de 0,3%, beneficiando as famílias com um, dois ou três ou mais dependentes a cargo de descontos de 20, 40 ou 70 euros, respetivamente.
Os restantes impostos mantiveram-se em relação ao ano passado, nomeadamente a isenção do lançamento da taxa de Derrama e a manutenção da participação de 3% no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).
David Fialho Galego cumpre o segundo mandato como presidente do município, sendo o atual executivo constituído por três eleitos da coligação PSD/CDS-PP e dois da CDU.


















