Câmara de Portalegre investe 1,2ME na recuperação dos antigos Paços do Concelho

Obras

O antigo edifício dos Paços do Concelho de Portalegre deverá ser reabilitado a partir de maio para acolher um centro documental de património, num investimento a rondar os 1,2 milhões de euros, anunciou a autarquia.

O auto de consignação para a empreitada de reabilitação e reconversão do edifício, da época Filipina, datado de 1634, foi assinado esta semana no município.

O edifício está situado junto ao largo da Sé Catedral de Portalegre, destacando-se na fachada o ferro forjado das sacadas e a janela principal que ostenta na sua parte superior o escudo das armas nacionais.

No decorrer da assinatura do auto de consignação, a presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira, sublinhou que esta obra, num dos edifícios “mais emblemáticos” da cidade, é “há muito esperada” pela população.

A obra está inserida na política de renovação urbana e de conservação do património na zona histórica da cidade e tem como objetivo implementar um centro documental de património, entre outras valências.

A empreitada, cofinanciada por fundos comunitários, deverá arrancar em maio e conta com um prazo de execução de 365 dias.

O centro documental de património será constituído por uma receção e atendimento, sala de leitura e consulta documental, salas de receção e tratamento de documentos, sala de conferências (espaço do antigo Salão Nobre), salas de depósito de documentos, sala de servidores e de arquivo digital e áreas técnicas.

“No espaço do antigo Salão Nobre nós queremos que a Assembleia Municipal de Portalegre fique aí com um espaço para reunir, para as receções e que seja também utilizado pela câmara com toda a dignidade que merece”, acrescentou.

Além destas funções, o município espera implementar na área de receção e atendimento um espaço dedicado à informação turística.

“Nós não temos nesta parte da cidade um gabinete que possa dar essas informações, vai assim ser criado este posto de turismo para ir ao encontro das necessidades deste setor”, disse.

A autarca indicou ainda que a obra, que vai contar com a assinatura do arquiteto Sequeira Mendes, apresenta “alguma complexidade”, uma vez que o edifício se encontra “em ruínas”.