A Câmara de Mourão, no distrito de Évora, subiu este ano o valor do orçamento municipal para 12,5 milhões de euros, devido a “um forte investimento em obras”, revelou hoje o presidente do município.
O presidente da Câmara de Mourão, João Fortes, eleito pela coligação PSD/CDS-PP, realçou à agência Lusa que o orçamento deste ano conta com cerca de mais 1,2 milhões de euros, em comparação com o do ano passado (11,3 milhões de euros).
“É um orçamento de consolidação da trajetória descendente do nível de endividamento e que garantirá um forte investimento em obras”, disse, explicando que a subida da dotação orçamental está relacionada com “a introdução de projetos ao abrigo do [programa] PT2030”.
Segundo o autarca, o orçamento municipal prevê 8,4 milhões de euros para despesas correntes e 4,1 milhões para investimento.
As Grandes Opções do Plano e Orçamento Municipal para 2026 foram aprovados, por maioria, em reunião de câmara, com os votos a favor dos três eleitos do PSD/CDS-PP e as abstenções dos dois vereadores do PS.
Na assembleia municipal, os documentos previsionais passaram igualmente sem votos contra, já que os 10 elementos do PSD/CDS-PP votaram a favor, enquanto seis do PS e dois da CDU abstiveram-se.
Quanto aos projetos previstos para este ano, João Fortes destacou que as obras de reabilitação de uma estrada municipal, já adjudicadas, no valor de 413 mil euros, são as que envolvem o investimento mais elevado.
As empreitadas de reabilitação do edifício da antiga Sociedade Artística Mouranense e do gimnodesportivo, envolvendo um investimento de 350 mil euros cada uma, e a construção da Extensão Saúde de Granja, com 300 mil, são outros dos principais projetos.
Já em relação a impostos, a Câmara de Mourão vai cobrar de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) uma taxa de 0,325 (pela lei, o mínimo é 0,3% e o máximo 0,45%), estando previstos descontos progressivos, entre 40 e 140 euros, para famílias com filhos.
As empresas com volume de negócios inferior a 150 mil euros estão isentas do pagamento da derrama, ao passo que, para as restantes, a taxa é de 1%.
Por sua vez, a participação no Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS) é de 2,5%.
A cumprir o segundo mandato, João Fortes lidera um executivo municipal composto por três eleitos da coligação PSD/CDS-PP e dois do PS.



















