Câmara de Évora pode assumir processo de expropriações para acessos ao novo hospital

A Câmara de Évora está disponível para assumir o processo relacionado com as expropriações dos terrenos para os acessos ao novo hospital, em construção na periferia da cidade, revelou o presidente do município.

“Não queremos que nos venham acusar, como parece que por vezes acontece e de vez em quando ouvimos isso, de que os atrasos [do novo hospital] são decorrentes da câmara”, afirmou à agência Lusa o autarca de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU).

O autarca disse ter sido surpreendido, em dezembro passado, com uma comunicação do Governo a informar de que, com base num parecer jurídico, deveria ser a câmara municipal a assumir a responsabilidade pelo processo de expropriações.

Isto porque os terrenos a expropriar serão “para integrar no domínio público municipal”, adiantou o presidente da autarquia.

Pinto de Sá frisou ter ficado surpreendido com esta comunicação, pois “há até um protocolo assinado com o Governo onde está claro que essa responsabilidade pertence ao Governo, que a atribuiu à ARS [Administração Regional de Saúde]”.

“Nada impediria que fosse o Governo tratar do assunto e, depois, passasse os terrenos para o domínio público municipal, como, aliás, faz em muitas outras questões, como é o caso das estradas que são desclassificadas”, salientou.

Segundo o autarca, a Câmara de Évora já transmitiu ao Governo que “não seria da parte do município que haveria mais atrasos” e que está disponível para “ajudar a resolver o assunto”, desde que “isso não sirva para alijar responsabilidades” do executivo.

“Ainda que estejamos a discutir essa situação” com o Governo, “estamos, já do ponto de vista administrativo, a ver, se formos nós a fazê-lo, quais são os procedimentos que têm que ser adotados”, argumentou.

Assinalando que a câmara vai enviar uma proposta de alteração ao protocolo, o autarca colocou a condição de que, para a câmara assumir essa responsabilidade, “as verbas envolvidas nas indemnizações têm que ser suportadas pelo Governo”.

“Como é sabido, temos os projetos dos acessos prontos para lançar o concurso público e não podemos lançá-los porque o problema das expropriações e da negociação dos terrenos não está resolvido”, acrescentou.

O futuro hospital, em construção na periferia de Évora, deverá ter 360 camas em quartos individuais, uma capacidade que pode ser aumentada, se necessário, até às 487 camas.

A nova unidade, cujas obras estão agora previstas terminar no final de 2024, custa mais de 200 milhões de euros e vai ter, entre outras valências, 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para ambulatório e dois de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

Veja também:

Governo quer criar unidades nas CCDR para acelerar resposta a calamidades

O Governo quer criar unidades dedicadas às calamidades nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento...

Bombeiros do Alentejo: Financiamento prevê equipamentos e reforço da resposta a incêndios (c/fotos)

O Alentejo 2030 prevê mobilizar cerca de 22 milhões de euros de investimento para...

Do mandarim à inteligência artificial: Universidade de Évora reforça cooperação com a China

A Universidade de Évora inaugurou, esta sexta-feira, 16 de outubro, o Instituto Confúcio, uma...

Alentejo recebe operadores turísticos do Brasil com agenda em Elvas, Évora, Monsaraz e Beja

O Alentejo recebe, entre 19 e 23 de outubro, a Convenção da Associação Brasileira...

Capricciosa prepara abertura de restaurante junto ao Templo Romano de Évora já em novembro

A cadeia de restaurantes italianos Capricciosa prepara a abertura de um novo espaço na...

Famílias de Évora e Arraiolos poderão ter descontos na eletricidade mesmo que centrais solares não avancem

As famílias residentes nas zonas abrangidas pelos projetos das centrais fotovoltaicas da Graça do...

Oferta de casas à venda aumenta em Évora e Beja e cai 9% em Portalegre

A oferta de habitação disponível para venda aumentou nas cidades de Évora e Beja...

Harmónica e piano levam Monks na Meia Praia ao Armazém 8, em Évora

O duo Monks na Meia Praia, formado por Gonçalo Sousa e Carlos Garcia, atua...

Energias renováveis no Alentejo: Diretor da Hyperion fala de investimentos, impactos e compensações (c/vídeo)

Ver entrevista completa Os investimentos em energias renováveis no Alentejo, os impactos ambientais e paisagísticos...