O Conselho Local de Ação Social de Évora (CLASE) realizou a primeira reunião do novo mandato, presidida pela vereadora Carmen Carvalheira, centrada na apresentação de resultados e na definição de respostas de apoio às populações em situação de maior vulnerabilidade social e económica.
Segundo a Câmara Municipal de Évora, a sessão contou com a presença do presidente do município, Carlos Zorrinho, que deu as boas-vindas e agradeceu o trabalho desenvolvido na área social, referindo que a nova gestão pretende «tornar o município como plataforma facilitadora da ação das entidades nesta missão conjunta».
Durante a reunião foi aprovado por unanimidade o Plano Concelhio de Cuidadores Informais de Évora 2026/27, apresentado por Ana Carla Coelho, da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, e por Nuno Camelo, do Serviço Municipal de Proteção Civil de Évora. O documento resulta do trabalho conjunto de várias entidades e contou com o apoio de especialistas da Fundação Aga Khan Portugal, com o objetivo de promover «a valorização, reconhecimento e apoio efetivo aos cuidadores informais do concelho». No concelho de Évora existem atualmente 262 cuidadores informais com estatuto.
Foi também aprovado, igualmente por unanimidade, o Plano de Ação 2026-2027 do Núcleo de Garantia para a Infância de Évora (NGPI), que integra mais de uma dezena de entidades. O município refere que este instrumento visa o combate à pobreza e exclusão social de crianças e jovens, assegurando acesso a serviços essenciais como Educação, Alimentação, Saúde e Habitação, procurando «quebrar o ciclo de pobreza» das famílias abrangidas.
A apresentação deste plano esteve a cargo de Ana Luísa Boto, presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Évora, e de Maria da Conceição Peres, diretora do Agrupamento de Escolas André de Gouveia. As responsáveis destacaram pilares como a capacitação das famílias, a promoção de competências, o reforço de uma rede de proteção social integrada e o acesso a serviços essenciais, com foco na primeira infância e na habitação digna para famílias vulneráveis.
Na reunião foram ainda apresentados os principais resultados de 2025 no âmbito da execução do Plano de Desenvolvimento Social, pela chefe da Divisão de Intervenção Social e Educação, Helena Ferro, e pela técnica Ana Abrantes. A autarquia indica que o projeto Radar Social já beneficiou mais de meio milhar de pessoas, incluindo quase centena e meia de crianças.
De acordo com o comunicado, foi registada uma execução global de 89% do Plano de Desenvolvimento Social em 2025, com 100% de execução nos eixos Crianças e Jovens e Qualidade de Vida. O município refere ainda a integração de 175 pessoas no mercado de trabalho, a submissão de 162 candidaturas ao programa 1.º Direito, a elaboração do Diagnóstico de Pobreza Infantil do Concelho de Évora e o apoio financeiro a associações da área social.
O relatório anual referente a 2025 do Projeto Vidas Ativas 5G, desenvolvido no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social de 5.ª Geração, foi igualmente apresentado na sessão pela técnica Otília Emílio, da APPACDM, estando orientado para o combate à pobreza e exclusão social de crianças e jovens e respetivas famílias, promovendo inclusão e capacitação.


















