A Câmara de Campo Maior, no distrito de Portalegre, conta com um orçamento para este ano de 30 milhões de euros, mais 15,5 milhões de euros do que em 2024, indicou o presidente do município.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, a cumprir o primeiro mandato eleito pelo PS, explicou que o orçamento aumentou porque contempla uma obra direcionada para o setor empresarial e uma outra de requalificação de duas rodovias.
De acordo com o autarca, a Câmara de Campo Maior vai avançar com a construção de uma área de acolhimento empresarial, obra suportada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento de 15 milhões de euros, tendo este ano uma dotação no valor de 10 milhões de euros.
O município espera também proceder à repavimentação e reperfilamento de duas estradas, num investimento de 1,4 milhões de euros.
No âmbito da estratégia local de habitação que está em curso, este ano a autarquia tem alocada uma verba superior a 1,6 milhões de euros.
“Nós já concluímos seis frações, temos em curso outras seis e vamos iniciar as obras de mais sete frações”, disse.
No que diz respeito ao projeto “Eurobec Energy – Fomento de Eficiência Energética e Energias Renováveis e Energias Sustentáveis na Eurocidade”, a Câmara de Campo Maior tem canalizada uma verba de 310 mil euros.
“É uma obra que já está também em curso e visa dotar as piscinas municipais de eficiência energética, com o objetivo de otimizar a energia do espaço”, explicou.
Entre outras obras, este ano a Câmara de Campo Maior espera ainda avançar com a criação de uma área de serviço de autocaravanismo na Barragem do Caia, num investimento de 100 mil euros, bem como avançar com a quarta fase da recuperação da fortificação abaluartada de Ouguela, num investimento de 112 mil euros.
A recuperação e limpeza de troços das margens do rio Xévora é outro dos projetos em carteira para este ano, contando com um investimento na ordem dos 160 mil euros.
Na freguesia rural de Degolados, a Câmara de Campo Maior espera investir também 305 mil euros na construção de uma casa mortuária.
O orçamento foi aprovado por maioria pelo executivo, com três votos a favor dos eleitos do PS e duas abstenções dos eleitos da CDU e, na assembleia municipal, o documento também foi aprovado por maioria com 10 votos a favor do PS, um da CDU, seis abstenções de outros eleitos da CDU e uma abstenção também por parte de um eleito do Chega.
Em matéria de impostos, a autarquia decidiu reduzir a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos de 0,30% (legalmente o valor situa-se entre 0,30% e 0,45%, ou 0,50% em alguns casos), enquanto a taxa de participação do município no IRS (5%) não é devolvida aos habitantes do concelho.


















