A Câmara Municipal de Arraiolos voltou a avançar com um concurso público para transformar o antigo edifício da EPAC, no Poço dos Frades, no futuro Polo de Oportunidades Empresarial e Tecnológico de Arraiolos. O novo procedimento tem um preço-base de três milhões de euros, acrescidos de IVA, e um prazo de execução de 730 dias.
O caderno de encargos, datado de junho de 2026, determina que as propostas não podem ultrapassar o valor definido pela autarquia. A obra deverá ficar concluída no prazo de cerca de dois anos após o início da empreitada.
Concurso anterior foi extinto em junho
O novo procedimento surge depois de a Câmara de Arraiolos ter aprovado, por unanimidade, na reunião de 17 de junho, a extinção do anterior concurso para a requalificação do edifício destinado ao acolhimento empresarial e tecnológico.
Na mesma reunião, o executivo municipal aprovou o pedido de autorização prévia para assumir os compromissos plurianuais associados ao POETA — Polo de Oportunidades Empresarial e Tecnológico de Arraiolos — e remetê-lo à Assembleia Municipal.
A autorização plurianual viria a ser aprovada, por maioria, pela Assembleia Municipal de Arraiolos na sessão de 25 de junho. A documentação pública consultada não esclarece a razão que levou à extinção do procedimento anterior.
Preço-base sobe 400 mil euros
O concurso anterior tinha sido publicado em março de 2026 com um preço-base de 2,6 milhões de euros, sem IVA, e o mesmo prazo de execução de 730 dias. O novo procedimento aumenta, assim, em 400 mil euros o valor máximo previsto para a empreitada.
Esta não é a primeira reformulação do processo. Em agosto de 2025, o Município já tinha lançado um concurso para a mesma intervenção, então com um preço-base de 2,385 milhões de euros e um prazo de execução de 913 dias.
Entre o primeiro concurso, lançado em 2025, e o atual procedimento, o preço-base da obra aumentou 615 mil euros, enquanto o prazo previsto foi reduzido em 183 dias.
Antigo edifício da EPAC terá dois pisos
O projeto prevê a requalificação do antigo armazém da EPAC, atualmente composto por um piso e três naves com entradas independentes. O pé-direito de 7,20 metros permitirá criar um segundo piso no interior do edifício e estabelecer ligações entre as diferentes áreas.
A área de construção passará dos atuais 1.173,25 metros quadrados para 1.751,95 metros quadrados, sem alterações relevantes na altura ou no volume exterior do imóvel.
No piso térreo serão instalados uma receção, um gabinete administrativo, uma sala de reuniões para 12 a 16 pessoas, duas salas de cowork, um gabinete de direção, uma área lounge, uma copa e um auditório com capacidade para 65 lugares, dois dos quais destinados a utilizadores de cadeira de rodas.
O primeiro piso será ocupado por gabinetes de pequenas, médias e grandes dimensões, destinados à instalação de diferentes tipos de empresas. O projeto inclui ainda instalações sanitárias, arquivo, arrumos, um terraço exterior e espaços para exposições e apresentações das entidades sediadas no polo.
Projeto inclui painéis solares e carregamento elétrico
A intervenção prevê a abertura de novos vãos e a substituição de caixilharias para aumentar a iluminação e a ventilação naturais. Está igualmente contemplada a instalação de um sistema de produção de energia fotovoltaica e de um posto de carregamento para veículos elétricos.
O edifício será servido por elevador e terá percursos acessíveis desde a via pública, rampas, pavimentos antiderrapantes e quatro instalações sanitárias adaptadas no piso térreo. Será também criada uma nova ligação pedonal na parte posterior do terreno, com o objetivo de aproximar o equipamento do centro de Arraiolos.
O Município apresentou publicamente o projeto de arquitetura do POETA em janeiro de 2026, numa sessão que incluiu uma visita aos antigos celeiros da EPAC e contou com representantes do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia e do Agrupamento Monte.

















