Este fim de semana, a freguesia de Cabeção, no concelho de Mora, acolhe a 28.ª edição da Prova do Vinho Novo de Talha, um dos eventos mais representativos da região. A iniciativa celebra uma tradição ancestral, promovendo o vinho de talha como um produto identitário e de excelência.
Paula Chuço, Presidente da Câmara de Mora, destacou o impacto do evento na dinâmica local e na preservação das tradições. «Esta é a terceira edição com este formato renovado, e esperamos atrair muitos turistas ao concelho. O nosso objetivo é que as pessoas possam provar, degustar e conhecer o processo tradicional de produção do vinho de talha, que é feito de forma artesanal», afirmou.
Aos jornalistas, na abertura, Paula Chuço sublinhou a satisfação pelo crescimento do evento desde a sua reformulação: «É com grande satisfação e entusiasmo que recebo todos nesta edição. Quando assumi a presidência, prometi um novo impulso ao vinho de talha, e hoje vemos os resultados desse trabalho». A autarca destacou ainda a candidatura do vinho de talha à UNESCO como um passo importante para o reconhecimento internacional: «Estamos empenhados em levar o vinho de Cabeção a todo o Portugal e além-fronteiras».
O ponto alto da Prova do Vinho Novo de Talha é a Rota das Adegas, que decorre este sábado, acompanhada de animação nas ruas e de petiscos regionais servidos em cada adega participante. «Temos tido muita procura por esta experiência. Este ano, enfrentámos alguns desafios na organização dos grupos devido ao número limitado de adegas, mas estamos confiantes de que nos próximos anos conseguiremos incluir mais produtores», acrescentou Paula Chuço.
A Presidente também destacou o papel fundamental dos produtores: «O trabalho dos produtores é o coração pujante deste evento. Cada garrafa e cada talha carrega a história, a dedicação e o amor pela terra. Este evento não existiria sem vós». A edil também elogiou o papel da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, criada no atual mandato autárquico, como uma estrutura essencial para a promoção e preservação desta tradição.
«Não podemos deixar de reconhecer o papel incansável de todos os envolvidos neste evento. Desde a Junta de Freguesia de Cabeção, as associações locais, até aos trabalhadores da câmara municipal, todos foram essenciais», afirmou Paula Chuço, reforçando a dedicação de todos para o sucesso do evento. Um destaque especial foi dado ao historiador José Calado e à sua equipa pelo estudo exaustivo sobre o legado vitivinícola de Cabeção e pelo livro em elaboração: «Este projeto será um marco para a história do vinho de talha e para a nossa cultura».
Com mais de 360 participantes na Rota das Adegas, Paula Chuço sublinhou que este sucesso é um reflexo do interesse crescente pelo enoturismo e pela tradição vitivinícola local. «Este evento não é apenas sobre provar vinho. É sobre vivenciar uma tradição, conhecer a sua história e reforçar a nossa identidade cultural», explicou.
Para os visitantes, a autarca deixou uma sugestão gastronómica: «Nada melhor do que acompanhar o vinho de talha com umas boas migas de espargos, especialmente nesta época do ano».
A Prova do Vinho Novo de Talha reafirma-se assim como um evento que não só promove o enoturismo, mas também valoriza a identidade cultural e económica de Cabeção e do concelho de Mora, projetando a região para o futuro e garantindo o reconhecimento de uma tradição que atravessa gerações.




























