Em Mértola “ninguém nos pode tirar a característica identitárias que temos”, disse o presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé.
Mário Tomé falava a’ODigital.pt durante a Bolsa de Turismo de Lisboa, que terminou este domingo.
Para o presidente da Câmara, Mário Tomé, “Mértola, do ponto de vista turístico no Baixo Alentejo, tem uma marca diferenciada, teve a capacidade de se transportar e de aproveitar esse seu património natural e arquitetónico”.
Segundo o autarca, “os índices de visitação no pré-covid eram fantásticos e Mértola teve em determinado momento mais visitação sozinha de que quase os outros concelhos do distrito todos juntos e isso diz muito como estávamos, depois o Covid alterou as dinâmicas da cidade e atualmente sente-se claramente essa retoma”.
“Está na génese de Mértola e componente natural e ninguém nos pode tirar a característica identitária que temos, ninguém nos pode tirar o rio Guadiana que lá passa no meio, ninguém pode tirar aquilo que foi o património passivo mineiro deixado pela exploração mineira na mina de São Domingos, ninguém nos pode tirar a componente do ponto de vista de biodiversidade que Mértola tem, entre muitas outras”, destacou o edil.
Relativamente a investimento privado ao nível do turismo, o autarca começou por lembrar que “temos atualmente números superiores a 600 camas em Mértola e que diz muito num concelho com a nossa dimensão. Temos um hotel de dimensão média na vila e depois temos um fenómeno que se sente muito em Mértola, que é o turismo rural, portanto, Mértola tem essa dimensão geográfica que é o quinto maior concelho do país em área geográfica, são 1200 quilómetros quadrados de área de população dispersa e é aí que os privados começam a investir, nos espaços mais remotos do concelho.”















