Nisa quer afirmar as Termas como eixo estruturante do desenvolvimento turístico e económico do concelho. A estratégia foi-nos apresentada pelo presidente da Câmara Municipal, José Dinis Serra, em declarações ao Jornal ODigital.pt, à margem da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa.
O tema da participação do município na feira é a valorização integrada do território, com destaque para o complexo termal, considerado pelo autarca como espaço com margem de crescimento e diversificação.
Valorização do território como linha estratégica
José Dinis Serra sublinhou que a estratégia definida para 2026 assenta na continuidade da aposta na identidade local.
«A nossa preocupação é sempre uma aposta na valorização do nosso território», afirmou, explicando que essa valorização passa pela cultura, pelo ambiente e pelo património imaterial.
O autarca destacou a olaria pedrada e os bordados de Nisa como elementos distintivos. «A nossa olaria pedrada é sempre bem-vinda, tal como a singularidade dos nossos bordados, que representam o saber-fazer em Nisa», referiu.
Segundo o presidente, a promoção externa do concelho está associada à criação de motivos de visitação e ao impacto na economia local. «Visitar Nisa é apoiar aqueles que no dia a dia sustentam o comércio no nosso território», afirmou.
Hotelaria e restauração como desafios
O autarca reconheceu que existe margem para crescer ao nível turístico, sobretudo na oferta de alojamento e restauração.
«A nossa preocupação está em encontrar soluções no aspeto da hotelaria», disse, referindo que uma hasta pública recente poderá traduzir-se num investimento hoteleiro no concelho.
José Dinis Serra alertou, no entanto, para a necessidade de reforçar também a restauração. «Não podemos olhar o território como um espaço que se visita em meia dúzia de horas», afirmou, defendendo que o objetivo é prolongar a permanência dos visitantes e garantir retorno para os agentes económicos.
Termas como pólo de desenvolvimento local
As Termas de Nisa surgem como elemento central da estratégia. O presidente da Câmara defende que o complexo deve ser pensado numa lógica mais abrangente.
«As Termas de Nisa não podem ser olhadas apenas na dimensão termal. Temos de olhar para aquele complexo numa dimensão diferente», afirmou.
O espaço, com cerca de 26 hectares, é atualmente utilizado apenas numa parte da sua capacidade. «O espaço é utilizado apenas num quarto da sua dimensão e temos que o perspectivar de forma sustentável», disse.
Entre as ideias em estudo estão a criação de um circuito de BTT, a dinamização de atividades ao ar livre e a valorização do património natural envolvente. O autarca admitiu ainda a possibilidade de integrar respostas na área social, reforçando o papel das Termas como «pólo de desenvolvimento local».
Com a aposta na requalificação e diversificação do complexo termal, Nisa pretende reforçar a sua posição no mapa turístico regional e criar condições para atrair visitantes e investimento ao concelho.



















