O Mês das Migas assumiu-se como o principal eixo da promoção turística de Mora na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), numa ação realizada no stand da Rota da Nacional 2. A iniciativa foi destacada por Maria Filipe Salgueiro, vereadora da Câmara Municipal de Mora, em declarações ao Jornal ODigital.pt.
Criado para dinamizar a restauração num período tradicionalmente marcado por menor procura, o evento decorre em fevereiro e envolve atualmente 15 restaurantes do concelho. «O mês das Migas foi criado em fevereiro e não foi à toa», explicou a autarca, sublinhando que os meses após o Natal eram «meses muito mortos para a nossa restauração».
Gastronomia como fator de dinamização económica
Segundo Maria Filipe Salgueiro, o objetivo passou por criar um evento capaz de gerar movimento no concelho. «Houve a necessidade de criar algo que viesse fazer um boom», afirmou, acrescentando que atualmente são apresentados mais de 50 pratos de migas, com novas abordagens culinárias a partir da base tradicional do pão.
A vereadora refere que o impacto foi imediato. «Começámos a ver filas à porta dos restaurantes. Começámos a ter um movimento no concelho que anteriormente nesta época não acontecia».
Para a autarca, a iniciativa articula identidade e economia local. «O pão toda a vida fez parte», recordou, defendendo que a valorização deste produto tradicional contribui para reforçar a marca gastronómica do território.
O desenvolvimento económico surge como objetivo transversal. «Quando fazemos qualquer evento no concelho, esse é sempre o nosso objetivo, conseguir também mexer com o desenvolvimento económico», afirmou.
Nacional 2 como complemento estratégico
A participação no stand da Rota da Nacional 2 enquadra-se na estratégia de promoção turística do município. A estrada atravessa o concelho de Mora e é considerada um fator adicional de atração de visitantes.
«Cada vez mais há mais pessoas a fazer a Nacional 2», referiu Maria Filipe Salgueiro, salientando que os visitantes que passam pelo território têm contacto com equipamentos como o Fluviário, o Museu do Megalítico e a Igreja de Brotas.
A autarca admitiu que o município estuda formas de potenciar ainda mais esta rota, nomeadamente equacionando estratégias para que os visitantes passem pelo centro da vila. «Temos que aproveitar tudo o que temos, tentar arranjar estratégias para desenvolver o que já temos e criar coisas novas», concluiu.
Na BTL, Mora centrou assim a sua promoção na gastronomia identitária, assumindo o Mês das Migas como instrumento de atração turística e dinamização económica, articulado com o potencial da Rota da Nacional 2.






























