Beja quer afirmar-se como destino patrimonial e cultural através da criação de uma rede museológica integrada, tendo o futuro Museu Romano como elemento âncora da estratégia turística. A posição foi assumida pelo vereador da Câmara Municipal de Beja, Vítor Picado, em declarações ao Jornal ODigital.pt, na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa.
O tema gancho da participação do concelho na feira é a valorização estruturada do património arqueológico e histórico, articulado com a programação cultural.
Museu Romano como eixo estruturante
Segundo o vereador, o município está a trabalhar na criação do Museu Romano, projeto que considera determinante para o desenvolvimento turístico.
«Estamos a trabalhar já este ano na criação do Museu Romano, tendo em conta o inestimável espólio que temos à nossa guarda», afirmou, explicando que o projeto será desenvolvido em articulação com o Fórum Romano, classificado por especialistas como um dos conjuntos arqueológicos mais relevantes da Península Ibérica.
Para Vítor Picado, este investimento permitirá consolidar uma estratégia mais ampla. «Aquilo que se pretende é criar uma rede museológica integrada e uma oferta patrimonial integrada, tendo em conta o inestimável património que Beja tem», declarou.
A intenção passa por atrair visitantes ao centro histórico intramuros e reforçar a ligação entre património e cultura.
Cultura como fator de desenvolvimento
O vereador sublinhou que a cultura assume um papel central na estratégia municipal. «A cultura é para nós um fator de desenvolvimento», afirmou.
Entre as iniciativas previstas para este ano estão o Festival Internacional de Banda Desenhada, o Festival Palavras Andarilhas e o Beja na Rua, com programação ligada à música e à arte urbana.
O responsável destacou ainda a intenção de reforçar a dinâmica da Casa da Cultura como espaço de criação artística. «Vamos começar com um conjunto de oficinas, a Casa da Cultura como espaço-oficina de criação artística», referiu.
Projeto digital para promover território
No âmbito da promoção turística, o município prepara também uma aplicação digital que permitirá disponibilizar informação sobre tradições, freguesias e património local.
Com o projeto Adeagaar, «queremos que descubram o nosso território sem pressas, que venham a Beja com vagar para usufruir de toda esta identidade», afirmou Vítor Picado, defendendo que o objetivo é valorizar o território na sua dimensão histórica e cultural.
Margem para crescer
O vereador considera que Beja ainda tem margem significativa para crescer no setor turístico, sobretudo com a concretização dos projetos em curso.
«Há muito para crescer», afirmou, referindo o Museu Romano, o Fórum Romano e outros espaços patrimoniais como elementos estruturantes para a afirmação do concelho.
Com a aposta na criação de uma rede museológica integrada e na dinamização cultural, Beja procura consolidar-se como destino patrimonial no contexto regional e nacional.

























