A Câmara Municipal de Borba vai avançar com um estudo técnico especializado, desenvolvido em várias fases, para avaliar as “crateras” detetadas junto à variante que liga a cidade à Estrada Nacional 255, via que se encontra cortada ao trânsito por motivos de segurança, como disse ao jornal ODigital.pt o presidente da Câmara de Borba, Pedro Esteves, na passada semana.
A informação foi avançada pelo presidente da autarquia, Pedro Esteves, durante a reunião de câmara desta semana, onde prestou novos esclarecimentos sobre a situação e detalhou os procedimentos que irão agora ser seguidos.
Segundo o autarca, as cavidades foram identificadas durante trabalhos de limpeza de silvados junto à via, tendo a primeira surgido numa zona considerada perigosa para o manobrador da máquina. «Apareceu primeiro uma, até em situação perigosa para o manobrador da máquina, felizmente não aconteceu nada», referiu.
Com o prosseguimento dos trabalhos, foi identificada uma segunda cavidade, de maior profundidade, já localizada no talude de acesso à via. «Começámos a limpar com muito mais cuidado e apareceu uma segunda cavidade, bastante profunda e já metida no talude de acesso», explicou Pedro Esteves, acrescentando que, posteriormente, foram sinalizadas outras situações que levantaram preocupação.
Face ao cenário identificado, o município acionou de imediato a Proteção Civil do concelho e contactou várias entidades, entre as quais a Universidade de Évora, através dos serviços de Geologia e Geotecnia. Em paralelo, foi estabelecido contacto com uma empresa especializada, que irá acompanhar todo o processo técnico.
O presidente da Câmara de Borba adiantou que o estudo previsto poderá desenvolver-se em três fases distintas. A primeira passará por uma inspeção visual com recurso a meios eletrónicos, nomeadamente câmaras, para observar o que se passa no subsolo. «A primeira fase é uma fase de inspeção visual, mas com meios eletrónicos, naturalmente, para verificar o que é que se passa em baixo», indicou.
Caso o problema seja considerado simples, poderá ser proposta uma intervenção direta, recorrendo a enchimento com materiais adequados. No entanto, se subsistirem dúvidas quanto à dimensão das cavidades, poderá avançar-se para uma segunda fase, que inclui a realização de uma tomografia elétrica. «É uma espécie de radiografia ao terreno, que identifica espaços vazios de grandes dimensões», explicou o autarca.
Se forem identificadas situações consideradas perigosas, o processo poderá ainda evoluir para uma terceira fase, com a realização de sondagens mecânicas, de forma a determinar a profundidade e o nível a que será possível intervir em segurança.
Pedro Esteves sublinhou que, perante este tipo de ocorrências, «não se podem facilitar», razão pela qual foi decidido cortar preventivamente o acesso à variante, apesar dos constrangimentos causados à circulação, sobretudo de veículos pesados. O edil explicou ainda que foi necessário implementar soluções temporárias de circulação dentro da cidade, nomeadamente na zona da Câmara Municipal, para permitir a saída de viaturas provenientes da zona industrial.
O autarca recordou que a via em causa é da responsabilidade do município, o que permite à autarquia tomar diretamente as medidas necessárias, embora tenha sido igualmente contactada a Infraestruturas de Portugal, cuja responsabilidade se inicia apenas a partir do cruzamento com a Estrada Nacional 255.



















