Borba: “A ETAR está disponível, até determinados limites, de determinado tipo de parâmetros, para poder receber as águas provenientes das queijarias” (c/som)

Na passada sexta-feira, foi apresentada a nova ETAR de Rio de Moinhos, no concelho de Borba, que está praticamente pronta a funcionar.

ODigital.pt falou com Barnabé Pisco, Administrador da empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo, empresa gestora desta nova ETAR, que começou por salientar que “pretendemos que a ETAR de Rio de Moinhos, para além do tratamento das águas residuais, possa efectuar também o tratamento das águas provenientes das queijarias, ao nível de cargas poluentes dentro de limites aceitáveis”.

No dia da apresentação, realizou-se uma reunião com os produtores de Queijo de Rio de Moinhos, a fim de dar a conhecer este novo equipamento, bem como o seu funcionamento. Sobre este assunto Barnabé Pisco referiu que “a reunião que hoje tivemos aqui na Câmara Municipal com a presença do Presidente do Município de Borba e dos industriais de lacticínios de Rio de Moinhos foi exactamente nesse sentido, tentar explicar o funcionamento da ETAR dizendo que a ETAR está disponível, até determinados limites, de determinado tipo de parâmetros, para poder receber as águas provenientes dessas queijarias sendo necessário claramente haver um tratamento complementar por parte dos industriais e é nesse sentido que podemos considerar que o ciclo de tratamento das águas residuais domésticas se encontra com uma taxa de execução praticamente total.”

Sobre os parâmetros que o administrador referiu e cumprimento dos mesmo para o bom funcionamento da ETAR, este referenciou que “há um caminho a fazer e o que nós tivemos hoje a falar deixa-me particularmente satisfeito porque senti que estamos todos dispostos a fazer o caminho e o caminho faz-se caminhando e é isso que hoje me deixa especialmente alegre, é o facto de poder ter encontrado hoje aqui parceiros para fazer esse caminho e envolver nesse caminho claramente os industriais num sentido positivo, assertivo e de melhoria das condições ambientais, de melhoria das suas próprias indústrias e do seu sentido de responsabilidade ambiental, acho que hoje demos aqui um passo muito importante nesse sentido e isso deixa-me particularmente feliz porque se trata da minha terra natal“.

O Administrador da empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo esclareceu ainda que “o conjunto da ETAR representa 1 milhão e pouco de euros de custo, é uma ETAR com solução de lagoas, é uma solução que tem baixos custos energéticos, pois aproveita muito da energia solar para efeitos de tratamentos nomeadamente através da fotossíntese, tem na parte final umas lagoas de afinação com macrófitas que também são muito ambientais, é todo um processo de tratamento verde e muito ecológico. Temos ainda mais de 800 mil euros de custos associados aos emissários e a duas estações elevatórias, uma no Barro Branco e outra em Rio de Moinhos, que levam a água até à nova ETAR”.

Barnabé Pisco falou ainda sobre a possibilidade de utilizar a água saída da ETAR para outros fins, dizendo que “lançámos também um desafio ao Presidente da Câmara Municipal de Borba, a possibilidade de virmos a aumentar esta capacidade de aproveitamento e reaproveitamento das águas completando digamos um círculo cada vez mais verde. É nossa intenção clara permitir que a água à saída da ETAR tenha condições para ser reutilizada nomeadamente em termos de rega, é uma possibilidade clara, objectiva e dentro dos parâmetros do projecto”.