A Bienal Internacional do Alentejo (BIALE_27) foi apresentada em Badajoz, Espanha, assumindo uma estratégia de expansão internacional após as edições realizadas em 2023 e 2025.
A sessão decorreu na Diputación de Badajoz e contou com a participação de responsáveis institucionais portugueses e espanhóis, num momento que marcou a primeira apresentação da bienal fora de Portugal.
Apresentação marca passo de internacionalização
Durante o evento, o diretor artístico da BIALE e presidente da associação cultural ARTMOZ, Carlos Godinho, destacou a evolução do projeto e a ambição de alargar a sua presença além-fronteiras.
«O nosso olhar abarca todo o Alentejo e projeta-se na Europa», afirmou, sublinhando que a apresentação em Espanha resulta de um percurso iniciado em Estremoz e que pretende consolidar-se a nível europeu e internacional.
De acordo com a organização, as duas edições anteriores reuniram mais de duas centenas de artistas de vários países e atraíram cerca de 4600 visitantes.
Autarquia de Estremoz destaca impacto do projeto
O presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, salientou o papel da ARTMOZ na criação da bienal e o impacto do projeto no território.
«Foi um sucesso, uma pedrada no charco em Estremoz e no Alentejo», referiu, acrescentando que a autarquia pretende continuar a apoiar o desenvolvimento da iniciativa.
O autarca admitiu ainda a possibilidade de integração da BIALE_27 na programação da Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura.
Cooperação cultural com Espanha em destaque
O deputado da Cultura da Diputación de Badajoz, Ricardo Cabezas, destacou o reforço da cooperação cultural entre os dois territórios.
«A cultura não tem fronteiras», afirmou, considerando que a iniciativa contribui para o intercâmbio entre Portugal e Espanha.
A apresentação incluiu a inauguração da exposição «DeVAGAR Entre Bienais», com obras de mais de 50 artistas participantes nas edições anteriores, patente até 7 de junho no espaço El Hospital, em Badajoz.
Programa assenta em arte, ambiente e ruralidade
A edição de 2027 terá como tema central a EcoCultura e estrutura-se em três eixos: arte, ambiente e ruralidade.
O programa prevê residências artísticas em várias cidades do Alentejo — Beja, Estremoz, Évora e Portalegre —, bem como a realização de conferências, workshops e iniciativas com comunidades locais.
Segundo a organização, a bienal pretende valorizar elementos culturais da região, como o mármore, o barro, a cortiça e o cante, promovendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
A ARTMOZ pretende ainda consolidar a presença da BIALE em diferentes pontos do Alentejo, reforçando a dimensão territorial do projeto e a sua projeção no contexto europeu.















