A cidade de Beja vai ter o primeiro Museu de Banda Desenhada do país, num investimento de 1,2 milhões de euros.
Em comunicado da autarquia, a infraestrutura vai ficar localizada num edifício devoluto da Rua Dr. Afonso Costa (Rua das Lojas), em pleno centro histórico, que vai ser reabilitado, com o investimento a ser financiado em 85% pelo Alentejo 2030.
Autarquia aposta na banda desenhada como estratégia cultural
Segundo Nuno Palma Ferro, presidente do município, em declarações ao jornal ODigital.pt, o equipamento “var dar resposta a uma tradição longa que Beja já tem na Banda Desenhada”, inserindo-se numa “estratégia de globalização e de criação de hábitos culturais no concelho”.
O autarca mostrou-se otimista em relação ao sucesso do projeto, referindo que “vai servir para captar um nicho de população adepta, que ao vir ao museu, acaba por visitar Beja”.
“Todos ganham com a existência de um equipamento desta tipologia”, acrescentou.
Museu quer fugir ao modelo tradicional e promover a participação
O museu vai ter “um bocadinho de tudo”, de acordo com o presidente, afirmando que o que se pretende é que a infraestrutura seja “um museu vivo e interativo, onde as pessoas participem e construam”.
“Queremos que ele fuja daquilo que é o modelo tradicional de museu”, disse ainda, acrescentando que o acervo, “de autores nacionais e, especialmente, internacionais”, que será exposto “já existe na câmara”.
“Temos na nossa posse um espólio muito importante e que vai para o museu. Vai torná-lo visitável”, complementou.
Banda desenhada como foco de atratividade e identidade cultural
Nuno Palma Ferro realçou que este investimento será um “contributo muito importante para a cidade”, até porque “a banda desenhada tem constituído, ao longo dos anos, um foco de atratividade”.
Desta forma, a referida expressão artística apresenta-se como um “selo de qualidade” que “se introduz nos nossos hábitos culturais” do concelho: “Temos autores e desenhadores e também já exportámos”.
Assim, disse o autarca, o museu terá também como objetivo “atrair os nossos, que estão fora, a participarem mais na vida da comunidade”.



















