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Beja: Localização de Centro de Acolhimento de emigrantes leva a «queixas e reclamações» de comerciantes

A localização do futuro Centro de Acolhimento de Emergência Social 2.0 de Beja está a causar desagrado nos comerciantes locais do centro da cidade.

Segundo David Simão, presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE/AEBAL), em declarações a’ODigital.pt o problema assenta no facto de ser uma das «poucas zonas onde ainda existe comércio local».

«Temos estado muito próximos do comércio local, no centro da cidade, e constatámos que é uma zona muito frequentada por migrantes. Nesse sentido, temos sentido algumas queixas e reclamações», acrescentou.

Desta forma, o presidente esclareceu que as pessoas «têm uma sensação de insegurança» no centro da cidade e que os comerciantes «pensam que os clientes não vão mais ao centro da cidade devido a essa sensação».

Comerciantes estes que prontamente «começaram a manifestar o seu descontentamento, não contra o projeto, nem contra a instalação, mas sim contra a localização».

David Simão vincou também que «tem havido alguns episódios de criminalidade», mas que «muitas vezes, não apresentam queixa». Este facto leva a que «não se justifique o reforço de policiamento», porque «não se traduzem em ocorrências» nos números das forças de segurança.

«Temos de aumentar também a segurança para que os nossos munícipes e nossos turistas se sintam bem», adicionou ainda.

Questionado relativamente a uma possível solução, o presidente do NERBE/AEBAL responde que a entidade acha que «existirão, com certeza, melhores localizações para um equipamento deste género».

Assim, «iremos convidar todas as partes a sentarem-se à mesa, porque tudo isto é importante para a cidade», já que «as empresas precisam destes recursos humanos».

«Estamos todos com a disposição de ajudar e é importante corrigir estes problemas. Por isso, temos de agir em conjunto e em rede para que as coisas cheguem a bom porto», complementou David Simão, dizendo ainda que «as pessoas têm é de se sentar à mesa, num debate de ideias inteligente, para que possamos crescer economicamente e desenvolver sustentadamente».

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