Beja continua entre as regiões onde os combustíveis são mais caros

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Os consumos globais de combustíveis derivados de petróleo aumentaram 51,2 quilotoneladas (kton) em outubro, o que representa um crescimento de 12,6% face ao mesmo mês do ano passado, divulgou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

“O consumo em outubro de 2021 foi 12,6% superior (51,2 kton) ao período homólogo de 2020, com aumentos no consumo de jet [combustível para aeronaves] (88,8%), de gasolina (14,4%), de gasóleo (3,9%) e reduções no consumo de GPL [gás de petróleo liquefeito] (-7,5%)”, lê-se no Boletim do Mercado dos Combustíveis e GPL relativo a outubro de 2021, divulgado pela ERSE.

Já face a setembro, os consumos globais aumentaram 22,25 kton, o que representa um crescimento de 3,5%.

No mês em análise, verificaram-se introduções a consumo no ‘jet’, no GPL, no gasóleo, e na gasolina de mais 7,87 kton, 2,43 kton, 9,87 kton e 2,07 kton respetivamente, face a setembro de 2021.

No entanto, quando comparado com o mesmo mês de 2019, antes da pandemia de SARS-CoV-2, o consumo verificado em outubro foi 8% inferior (menos 57 kton), essencialmente devido ao menor consumo de jet (41,16 kton) e de gasóleo (16,55 kton).

Em outubro, o preço do barril de petróleo manteve a trajetória ascendente no mercado ‘spot’ (ativos financeiros negociados para entrega imediata).

Assim, os preços de venda ao público (PVP) médios do gasóleo e da gasolina em Portugal acompanharam as cotações do mercado internacional, registando subidas de 4,4% e 2,2%, para 1,582 e 1,754 euros por litro, respetivamente.

Segundo a ERSE, os hipermercados mantêm as ofertas mais competitivas nos combustíveis rodoviários, seguidos pelos operadores do segmento de baixo custo (‘low cost’).

Numa análise por distrito, Braga, Santarém e Aveiro registaram os preços de gasóleo e gasolina mais baixos, enquanto Faro, Bragança, Beja e Lisboa apresentaram os preços mais altos.

Já no que diz respeito à garrafa de GPL (butano e propano), Bragança, Braga e Vila Real registaram o menor custo, para Portugal continental, enquanto Coimbra, Setúbal e Beja apresentaram os preços mais elevados.