Beja: Comunidade Cigana vive “num gueto anárquico, onde uma torneira de água abastece 300 pessoas”

Comunidade Cigana

Num momento em que se fala nas condições sub-humanas em que vivem dezenas de trabalhadores agrícolas no Baixo Alentejo, a AMEC – Associação dos Mediadores Ciganos de Portugal veio a público, esta sexta-feira, alertar também para as condições em que vivem as comunidades ciganas, nomeadamente em Beja.

O presidente da AMEC, Prudêncio Canhoto, convida todos a “uma visita ao Bairro das Pedreiras em Beja para averiguarmos in loco as condições sub-humanas em que esta população vive.

Em comunicado, Prudêncio Canhoto congratula-secom a descentralização de serviços para Beja por parte do Alto Comissariado para as Migrações” e manifesta todo o seu “apoio e empenho em ações e atividades em que possa ser útil e na defesa dos mais necessitados e do princípio fundamental da dignidade humana”.

Já sobre a comunidade cigana em Beja, Prudêncio Canhoto, afirma que “a comunidade cigana do Bairro das Pedreiras, vive abaixo do princípio fundamental da dignidade humana, num gueto anárquico onde uma torneira de água abastece 300 pessoas, sendo prisioneiros do Rendimento Social de Inserção”.

O responsável indica ainda que a comunidade cigana “nos últimos tempos tem sido excluída dos trabalhos sazonais agrícolas da região provenientes das novas agriculturas”.