Barrancos: “A sociedade tem que perceber que para mantermos isto tem de pagar”, diz Sec Estado do Desenvolvimento Rural (c/som)

Foi inaugurada esta sexta-feira mais uma edição da ExpoBARRANCOS – Feira do Presunto e dos Enchidos que anualmente mobiliza milhares de visitantes, constituindo logo desde a sua primeira edição como um certame de qualidade e referência único na região Alentejo e no país.

O certame habitualmente aposta em três áreas de exposição, destacando as regiões de Portugal e Espanha, uma tenda multiusos para colóquios e degustação de Presunto DOP de Barrancos, dois palcos de animação e áreas de restauração.

Na cerimónia de inauguração marcaram presença o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, João Nunes, o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva, bem como outras entidades civis e militares.

ODigital.pt esteve presente e falou com o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas que começou por dizer que “esta feira regista acima de tudo aquilo que é um produto de excelência. O trabalho que por um lado é feito para valorizar-mos os produtos do montado, mas por outro lado a capacidade empresarial que encontramos já nesta zona de Barrancos, é extraordinária”, acrescentando que “estivemos aqui com empresas que conseguem abastecer, hoje, os grandes distribuidores portugueses e espanhóis. Há um enorme potencial de exportação, o que significa? Significa que estamos com um produtos de excelência, estamos a conseguir aumentar a escala e estamos a conseguir entrar nos mercados.”

O governante afirmou ainda que “é evidente, não esquecemos que estamos perante um sistema muito frágil, muito sensível, onde é necessário olharmos para este sistema, para este sistema de produção, queremos que continue a ter estas três dimensões (agrícola, florestal e pecuária), todas juntas, num sistema agro-silva-pastoril, e onde é preciso percebermos que além de um sistema de produção é também um sistema paisagístico.”

 “Estamos a trabalhar em conjunto, em primeiro lugar com os centros de competência que criámos em torno do montado e do porco alentejano, mas também em torno da luta contra a desertificação dos produtos silvestres e da agricultura biológica, neste grande complexo estamos a trabalhar para poder vir a olhar para este sistema como um prestador de serviços públicos”, adiantou Miguel Freitas.

O Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, realça ainda que “a sociedade tem que perceber que para mantermos isto tem de pagar, tem de remunerar estes produtores de paisagem, é acima de tudo nisso que estamos a tentar virar a página e a olhar de uma forma diferente.”