O Alentejo foi a região do país onde o valor mediano da avaliação bancária da habitação mais aumentou em julho face ao mês anterior, com uma subida de 1,6%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A evolução regional ficou acima da registada no conjunto do país. Em Portugal, o valor mediano da avaliação bancária fixou-se nos 2.240 euros por metro quadrado, mais 12 euros do que em junho, o equivalente a um crescimento mensal de 0,5%. Em comparação com julho de 2025, o aumento foi de 15,2%.
Apartamentos no Alentejo sobem 25,3% num ano
Foi nos apartamentos que o Alentejo registou a variação mais expressiva. O valor mediano da avaliação bancária deste tipo de habitação atingiu os 1.778 euros por metro quadrado, um dos valores mais baixos entre as regiões do país, acima apenas do Centro, onde se situou nos 1.739 euros.
Apesar desse nível, o Alentejo apresentou o maior crescimento homólogo do país nos apartamentos, com uma subida de 25,3% face a julho de 2025. Na comparação com junho deste ano, voltou também a registar o maior aumento regional, de 3,9%.
A nível nacional, a avaliação mediana dos apartamentos situou-se nos 2.627 euros por metro quadrado, mais 16,5% do que no mesmo mês do ano passado.
Moradias avaliadas em 1.300 euros por metro quadrado
Também nas moradias o Alentejo apresentou o maior crescimento mensal entre as regiões do país. O valor mediano da avaliação bancária aumentou 1,9% face a junho, situando-se nos 1.300 euros por metro quadrado.
O valor registado na região permanece, contudo, entre os mais baixos do país. Apenas o Centro apresentou uma avaliação mediana inferior, de 1.163 euros por metro quadrado. No conjunto nacional, a mediana das moradias atingiu os 1.606 euros por metro quadrado, mais 13,6% em termos homólogos.
Alto Alentejo entre as regiões mais abaixo da mediana nacional
A análise do INE por regiões NUTS III evidencia também diferenças dentro do território. Em julho, o Alto Alentejo apresentou um valor de avaliação bancária 52,5% abaixo da mediana nacional, sendo uma das três regiões do país com maior diferença negativa.
Apenas a Beira Baixa apresentou um valor relativamente mais baixo face à mediana portuguesa, com uma diferença de 52,9%.
Os dados do Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação dizem respeito a imóveis avaliados pelas instituições bancárias no âmbito de processos de crédito para aquisição de habitação e não correspondem diretamente aos preços praticados nas transações imobiliárias.













