Autárquicas: PS com mais câmaras no distrito de Évora mas centro-direita ganha destaque

Eleições

O PS foi o partido mais votado no distrito de Évora, nas autárquicas de domingo, mantendo o maior número de câmaras, seis, mas foram as coligações de centro direita que se destacaram, conquistando quatro municípios.

No conjunto do distrito de Évora, os socialistas alcançaram nestas eleições 26.039 votos (33,15%), um resultado que ficou abaixo do alcançado há quatro anos, quando conseguiram 29.670 votos (36,31%).

Apesar desta queda no número de votos, o PS conseguiu segurar as autarquias de Alandroal, Portel e Vendas Novas, agora sem maioria absoluta, e ainda conquistou Montemor-o-Novo e Mora à CDU e Estremoz a um movimento independente.

Mas os socialistas deixaram ‘fugir’ para o PSD o município de Reguengos de Monsaraz, que era um bastião do PS no distrito (liderava desde as primeiras eleições autárquicas, em 1976), assim como as câmaras de Viana do Alentejo para a CDU e de Mourão para a coligação PSD/CDS-PP.

Num distrito tradicionalmente difícil para PSD, CDS-PP, MPT e PPM, os sociais-democratas e coligações formadas por estes partidos ganharam quatro municípios, aumentaram a votação e os eleitos camarários mais do que triplicaram.

Além de ‘tirar’ Mourão e Reguengos de Monsaraz ao PS, os partidos de centro-direita também ficaram com as presidências das câmaras de Redondo, ‘roubada’ a um movimento independente, e de Vila Viçosa, que estava nas ‘mãos’ da CDU.

Nestas autárquicas, os social-democratas sozinhos e as coligações formadas por PSD, CDS-PP, MPT e PPM passaram a ter 19 vereadores na globalidade do distrito de Évora, mais 13 do que nas eleições de 2017.

Já a CDU (coligação PCP/PEV) foi uma das derrotadas destas eleições no distrito de Évora, pois perdeu mais de 7.000 votos, em relação às autárquicas de 2017, e a presidência das câmaras de Montemor-o-Novo e Mora, dois bastiões comunistas, e Vila Viçosa.

A coligação liderada pelo PCP reconquistou Viana do Alentejo ao PS, 12 anos depois, manteve Arraiolos e até conseguiu segurar a capital de distrito, Évora, ainda que com um cenário político difícil para a governação (dois eleitos, contra dois do PS, dois da coligação liderada pelo PSD e um do Nós, Cidadãos!/RIR).

Na comparação com as eleições de há quatro anos, a CDU passou de 26.283 votos (32,16%), em 2017, para 19.110 votos (24,33%), em todo o distrito, uma queda com ‘estrondo’ de 7.173 votos.

Os movimentos independentes também perderam ‘terreno’ no distrito de Évora, passando de três câmaras geridas por grupos de cidadãos para uma, Borba, que se torna numa espécie de ‘ilha’.

Dos 135.197 eleitores inscritos no distrito de Évora, 58,10% foram às urnas, ou seja, 78.550, de acordo com os dados provisórios da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.

O concelho com a taxa mais alta de votação foi Mourão, com 72,59% de votantes, e o concelho onde se verificou a maior taxa de abstenção, 50,16%, foi o de Évora.