Os eleitores do concelho de Portalegre têm pela frente o desafio de escolher entre cinco candidaturas a liderança do município nas próximas eleições autárquicas, passando a “oferta” pela coligação PSD/CDS-PP, PS, CDU, Chega e pelo movimento independente CLIP.
Engenheira de produção animal a título profissional e presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre (AADP), Fermelinda Carvalho, de 54 anos, está a cumprir o primeiro mandato na Câmara de Portalegre e recandidata-se ao cargo pela coligação PSD/CDS-PP.
Já o Chega aposta em João Lopes Aleixo, que foi eleito deputado pelo círculo eleitoral de Portalegre nas últimas eleições legislativas, tendo assumido a sua candidatura à câmara da capital de distrito.
O PS foi a terceira força política a entrar na corrida eleitoral, apostando nestas autárquicas em Portalegre no empresário Francisco Silva, de 67 anos.
Já no decorrer do mês de agosto, o eleitorado ficou a conhecer que o ex-dirigente sindical e gestor de projetos sociais Diogo Júlio Serra, de 71 anos, é o candidato da CDU (PCP/PEV) ao município.
Por último, surgiu a candidatura do médico veterinário Ricardo Romão, de 51 anos, pelo movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP).
Em junho, quando anunciou a recandidatura ao cargo, Fermelinda Carvalho assumiu que voltava a entrar na corrida eleitoral devido ao compromisso que assumiu com a população há quatro anos.
“Eu assumi, há quatro anos, um compromisso com os portalegrenses e esse compromisso é para continuar, porque há um trabalho que não está concluído, na minha opinião”, disse a candidata à agência Lusa.
Questionado também pela Lusa, em junho, quando anunciou a candidatura pelo Chega, João Lopes Aleixo, de 53 anos, prometeu que, caso seja eleito presidente do município, abandona a função de deputado na Assembleia da República.
“Eu estou a concorrer às autárquicas para ganhar e para ser presidente da câmara. Tenho de deixar [o cargo de deputado caso vença as autárquicas]. Aliás, pela lei tenho de o fazer, é uma incompatibilidade e assumiria o lugar de presidente de câmara”, disse.
Francisco Silva, atualmente presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Portalegre, foi presidente da União de Freguesias da Sé e São Lourenço, em Portalegre, entre 2017 e 2021.
Em declarações à Lusa, o candidato indicou, caso seja eleito, uma das primeiras medidas que pretende implementar no concelho é incentivar os agentes locais a criarem uma associação comercial que “dê resposta” ao comércio, à indústria e aos serviços.
Já Diogo Júlio, histórico sindicalista da região, justificou à Lusa que concorre nas eleições autárquicas para “dar continuação à participação cívica” que tem procurado ter ao longo dos anos em Portalegre.
“E esta candidatura espera poder contribuir para inverter a situação que temos em Portalegre, que é de despovoamento e de perda de importância regional, que se acentua mesmo dentro do distrito”, argumentou.
A CLIP liderou o Município de Portalegre durante dois mandatos consecutivos (2013 a 2021), tendo então como presidente a professora Adelaide Teixeira, de 63 anos.
Ricardo Romão, que agora encabeça as listas do movimento, explicou à Lusa que decidiu abraçar este desafio por considerar que a Câmara de Portalegre “precisa de uma liderança diferente” no futuro.
Sem ligação direta por autoestrada e com uma estação de comboios a mais de 10 quilómetros da cidade, Portalegre continua com o futuro ‘adiado’ e aguarda a criação de mais emprego para acolher mais pessoas no território.
É este o cenário, com a serra de São Mamede como ‘pano de fundo’, que os candidatos têm pela frente nas eleições autárquicas.
O atual executivo é composto por três eleitos da coligação PSD/CDS-PP, dois do PS e dois da CLIP.
Na Assembleia Municipal de Portalegre, onde a coligação PSD/CDS-PP tem 12 eleitos, a oposição tem maioria, com oito do PS, oito da CLIP e um da CDU.
As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.


















