Autárquicas: Pelo menos meia dúzia de antigos presidentes quer voltar a liderar

Eleições

A nível nacional, pelo menos uma dúzia de antigos líderes camarários anunciaram que são candidatos nas autárquicas deste ano, alguns deles através de grupos de cidadãos por já não terem o apoio dos partidos que representaram quando foram presidentes.

Dos doze antigos líderes camarários que já anunciaram que são candidatos nas autárquicas deste ano, seis são no Alentejo.

O regresso de autarcas aos municípios que presidiram depois de anos afastados, as trocas de concelho e o recurso a movimentos independentes têm acontecido sobretudo desde que, nas autárquicas de 2013, entrou em vigor a lei que limita a três os mandatos consecutivos permitidos para a eleição de um presidente pelo mesmo município.

A carreira autárquica de António Sebastião em Almodôvar (Beja) já vem de longe. Foi candidato pela Aliança Povo Unido (APU) em 1979 e eleito vereador da oposição na Câmara nestas primeiras eleições autárquicas. Foi vereador da oposição pela CDU até 1993 e, de 1997 a 2001, desempenhou as mesmas funções como independente, mas nas listas do PPD/PSD. Acabou por ser eleito presidente da Câmara de Almodôvar pelo PSD em 2001, 2005 e 2009, nos primeiros dois mandatos como independente e no último como filiado no partido.

Em 2013 desfiliou-se para se candidatar à Câmara como número dois numa lista de cidadãos, voltou a candidatar-se em 2017 pelo PSD como independente e agora volta a ser o candidato social-democrata, já filiado de novo no partido.

Sem o apoio dos partidos pelos quais desempenharam funções, há candidatos que optam por constituir movimentos de cidadãos.

Na Vidigueira, Manuel Narra foi, durante três mandatos, presidente da Câmara pela CDU até 2017, desvinculou-se do PCP em 2018 e agora é candidato pelo Movimento MaisCidadãos.

Há também casos de troca de concelho, como o caso de Fermelinda Carvalho, que está no fim do terceiro mandato à frente da Câmara de Arronches, tendo o PSD aprovado a sua candidatura a Portalegre.

Há ainda autarcas ‘dinossauros’ que continuam a poder ser candidatos porque ainda não cumpriram três mandatos consecutivos após o seu regresso e da entrada em vigor da lei.

Acontece com Vítor Proença (CDU), que trocou Santiago do Cacém por Alcácer do Sal, e com Carlos Pinto (CDU), que saiu de Montemor-o-Novo para ser eleito presidente em Évora.

O socialista Pita Ameixa, em Ferreira do Alentejo é outro exemplo de autarcas que voltaram aos municípios a que já tinham presidido, depois de anos afastados, e que ainda podem recandidatar-se nas próximas autárquicas.

A data de realização das eleições autárquicas ainda não é conhecida, mas será marcada pelo Governo para setembro ou outubro deste ano, sendo que ainda há muitas candidaturas por apresentar.