Autárquicas: Novo presidente de Alter do Chão (PSD/CDS-PP) focado nas pessoas

Francisco Miranda

O presidente eleito da Câmara de Alter do Chão (Portalegre), Francisco Miranda (PSD/CDS-PP), apontou hoje como “linhas fortes” do seu mandato o apoio aos setores da educação, social e do associativismo.

“O imediato é ter um olhar diferente sobre a realidade de Alter do Chão que, infelizmente, por causa da pandemia [covid-19], se já era má, se agravou ainda mais”, argumentou.

O autarca, que conquistou o município com maioria absoluta ao socialista Francisco Reis, que está a cumprir o primeiro mandato naquele concelho alentejano, quer desenvolver uma gestão que seja focada num “olhar diferente” para os problemas dos munícipes.

“Um olhar diferente no apoio às famílias, um olhar diferente no apoio ao setor social, um olhar diferente sobre o apoio que a câmara pode prestar ao associativismo de Alter”, área em que o concelho é “riquíssimo”, mas que tem sido descurada “nos últimos anos”, afiançou.

Francisco Miranda reconheceu, no entanto, que não possui em carteira “grandes projetos” para o concelho e que as pessoas vão ser o “foco” principal da sua gestão.

“Em termos de grandes projetos para Alter eu não tenho nenhum. Não tenho absolutamente nenhum. Os meus projetos são virados para as pessoas que aqui vivem, [para] dar-lhe uma melhor qualidade de via, apoiar naquilo que for possível” de forma a auxiliar “aqueles que resistem em viver neste nosso Alentejo”, disse.

Contactado pela Lusa, o candidato derrotado a este município, Francisco Reis, que se candidatava a um segundo mandato pelo PS, não encontra explicações para a derrota nas eleições autárquicas de domingo.

“Não faço a mínima ideia do que terá sido” o motivo da derrota, porque “fiz um trabalho excelente, trabalhámos muito, fizemos aquilo que costumavam fazer e mais do que aquilo que tínhamos previsto fazer”, afirmou.

O atual executivo camarário é composto por três eleitos do PS e dois da coligação PSD/CDS-PP.

No próximo mandato, fruto dos resultados eleitorais de domingo, o ‘tabuleiro’ político inverte-se. Com a conquista da câmara pelo PSD/CDS-PP, o novo executivo vai ser formado por três eleitos desta coligação e dois do PS.

No global do distrito de Portalegre, este domingo, o PS foi a força política mais votada, com 39,78% dos votos, e conquistou seis câmaras, mas, face às eleições de 2017, perdeu duas.

Os socialistas mantiveram as câmaras de Sousel, Ponte de Sor, Gavião, Crato, Nisa e Campo Maior, tendo perdido os municípios de Alter do Chão para o PSD/CDS-PP e o de Elvas para o Movimento Cívico por Elvas.

Embora com menos votos do que o PS termos absolutos, o centro-direita ganhou mais municípios. A coligação PSD/CDS-PP ganhou três câmaras (Portalegre, Alter do Chão e Marvão) e 14,55% dos votos, enquanto o partido de Rui Rio sozinho ganhou outras três autarquias (Fronteira, Castelo de Vide e Arronches) e 9,32% dos votos.

A CDU, com duas câmaras conquistadas, mantendo as maiorias absolutas (Avis e Monforte), obteve 13,90% dos votos.