Autárquicas: Chega quer alterar sistema de abastecimento de água e saneamento em Évora

Carlos Magno Magalhães

Carlos Magno Magalhães é o candidato do Chega à Câmara de Évora e tem como prioridade renegociação do contrato do sistema de abastecimento de água e saneamento.

O cabeça de lista do Chega à Câmara de Évora, Carlos Magno Magalhães, estabeleceu como prioridade a renegociação do contrato do sistema de abastecimento de água e saneamento para a população deixar de pagar a água da chuva.

Uma das medidas prioritárias será “trabalhar ao nível dos saneamentos e das águas baixas, alterar este sistema e renegociar este contrato” com a Águas do Vale do Tejo, afirmou o cabeça de lista do partido de André Ventura.

Segundo o candidato, as pessoas que residem no concelho de Évora “afinal pagam a chuva”, porque “as águas pluviais vão para os esgotos e, depois, para a estação de tratamento de águas residuais (ETAR”).

“Nós pagamos ao metro cúbico tudo o que lá entra, [pelo que] cada vez que chove estão-nos a ir ao bolso”, sublinhou.

Assim, insistiu Carlos Magno Magalhães, é necessário “renegociar este contrato”, porque a população do concelho de Évora “não tem de estar a pagar por contratos ruinosos que o PS fez com a conivência da CDU”.

A atual gestão CDU (PCP/PEV) do município “restaurou, e bem, o Palácio de D. Manuel, o Teatro Garcia de Resende e o Salão Central, mas esquece-se dos saneamentos e das águas e das estradas”, criticou o candidato.

Numa visita ao clube de desportos de combate Stone Boys, que teve origem na Associação de Desportos de Combate de Évora, o cabeça de lista do Chega declarou aos jornalistas que “são este tipo de clubes” que dão “prestígio” à cidade.

Prometendo dar “uma prioridade, muito a sério, aos desportos de combate”, Carlos Magno Magalhães propôs “inserir” esta modalidade desportiva no currículo das escolas do concelho, “pelo menos até ao 9.º ano” de escolaridade.

Questionado pelos jornalistas sobre as expectativas que tem em relação ao resultado eleitoral, o candidato assumiu estar na corrida à presidência da Câmara de Évora “para ganhar”, mas admitiu que a eleição de dois vereadores já seria um bom resultado.

“Dois vereadores, no mínimo, para que os eborenses tenham uma voz ativa dentro da câmara e para que não existam compadrios nem amiguismos lá dentro, porque eu não vim para a política para fazer amigos”, referiu.

O candidato aludiu ainda à conquista de Évora aos mouros por Geraldo sem Pavor, em 1165, para dizer que “o Chega vai conquistar a cidade aos comunistas” e devolvê-la “aos eborenses, porque é aos eborenses que ela pertence”, acrescentou.

Nas autárquicas do próximo dia 26, vão disputar a presidência da Câmara de Évora, além de Carlos Magno Magalhães (Chega), o presidente do município, Carlos Pinto de Sá (CDU), José Calixto (PS), Henrique Sim-Sim (PSD/CDS-PP/PPM/MPT), Raul Rasga (BE) e Florbela Fernandes (Nós, Cidadãos!/RIR).