Autárquicas: Candidato do PS quer Évora como “polo central de desenvolvimento do Alentejo”

José Calixto candidato a Évora

O candidato do PS à Câmara de Évora, José Calixto, afirmou na quinta-feira à noite querer “recolocar” a cidade como o “polo central para o desenvolvimento do Alentejo” e acusou a atual gestão CDU de “inércia”.

Temos à nossa frente o enorme desígnio de recolocar Évora como o polo central para o desenvolvimento do Alentejo”, realçou José Calixto, durante a apresentação da sua candidatura, realizada junto ao templo romano, em pleno centro histórico.

Com o líder socialista, António Costa, na plateia, o candidato do PS à Câmara de Évora considerou que o concelho “tem potencialidades tremendas a vários níveis e é um território que necessita de ser promovido externamente”.

Queremos que Évora seja uma das mais competitivas cidades de Portugal com uma estratégia clara de desenvolvimento económico, inteligente e sustentável, aberta ao mundo e uma autarquia amiga das pessoas e das empresas”, vincou.

Calixto propôs “um plano de emergência” para o concelho, pois existe “um conjunto de dificuldades que não precisa de estratégia” e para as quais é necessário resolver “no dia seguinte” às eleições autárquicas.

Entre as medidas do plano, enumerou, está “garantir que qualquer pessoa, empresa ou instituição tenha uma resposta da câmara em 48 horas”, a melhoria da limpeza pública, a reparação de pavimentos degradados, valorização do espaço público.

O candidato socialista prometeu “deixar as muralhas de Évora como um património visitável”, criar um centro de acolhimento empresarial, avançar com a requalificação do Rossio de São Brás, melhorar a mobilidade, entre outras propostas.

Quanto à atual gestão CDU do município, José Calixto criticou “o espaço público degradado, o abandono do património, a limpeza urbana absolutamente descuidada e a falta de atratividade económica”.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS, António Costa, salientou a “posição central” de Évora em termos geográficos, o contributo da universidade e a presença no concelho de “importantes empresas”, nomeadamente no setor da aeronáutica.

Temos que ter uma câmara municipal que não fique à espera de que alguém faça por eles, mas, pelo contrário, tenha a ambição e a capacidade de mobilizar a energia dos eborenses e fazer de Évora um grande centro de desenvolvimento da região e do país”, prosseguiu.