Autárquicas: Candidato do PS em Beja crítica quem o acusa de não reivindicar projetos ao Governo

Paulo Arsénio
~

O candidato do PS à presidência da Câmara de Beja criticou adversários que o acusam de não reivindicar projetos ao Governo, contrapondo que os seus partidos tiveram mais anos para os exigir, mas sem efeito.

“Aqueles que nos criticam, foram aqueles que tiveram muitos mais anos de oportunidades do que nós [executivo de maioria PS] e que ou pararam as obras [PSD e CDS-PP] ou que não conseguiram também arrancar com elas [CDU]”, disse Paulo Arsénio à agência Lusa.

O candidato, que está na reta final do primeiro mandato como presidente da Câmara de Beja e que se recandidata ao cargo, falava à margem de uma visita ao Centro Social do Lidador, na cidade, no âmbito da campanha para as autárquicas de domingo.

Referindo-se à coligação de direita “Beja Consegue”, que junta PSD, CDS-PP, PPM, Iniciativa Liberal e Aliança, Paulo Arsénio disse que foram aqueles dois primeiros partidos coligados, num Governo liderado por Pedro Passos Coelho, que “pararam infraestruturas que estavam a aproximar-se rapidamente de Beja, nomeadamente a A26, em 2011, quando “estava em franco desenvolvimento”.

Da parte da CDU, “foram 37 anos na câmara, décadas nas juntas de freguesia e as reivindicações que reclamam e que dizem ter feito nunca surtiram num metro de ferrovia, num metro de alcatrão novo em nenhuma rodovia principal”, disse.

“Nós [maioria PS do executivo municipal] conseguimos alguma coisa, mais ou menos reivindicativos, mas conseguimos que projetos, quer da ferrovia, quer da rodovia, estejam em execução e, portanto, as obras vão mesmo avançar”, frisou.

Em relação ao aeroporto de Beja, cuja dinamização tem sido reivindicada por vários partidos políticos, Paulo Arsénio lembrou que “é uma estrutura privada, está nas mãos da ANA e da Vinci até 2062, e não nas mãos do Estado português”.

No entanto, o candidato frisou que foi com o seu atual mandato que se instalou no aeroporto “a primeira empresa de médio grande volume”, ou seja, a Mesa, com um hangar para manutenção de aviões.

“Ninguém acreditava, mas ela está lá”, frisou, referindo: “Podem passar muitos presidentes pela Câmara de Beja, mas há uma coisa que vai ficar sempre na história: a primeira empresa a implantar-se no aeroporto de Beja com postos de trabalho fixos foi no mandato de Paulo Arsénio e foi muito por nosso mérito e por nossa iniciativa”.

O candidato disse que tem “uma expectativa muito elevada” de que o PS vai ter “um bom resultado” no domingo, o que passa por manter a presidência e reeleger o quarto vereador da câmara e ultrapassar a CDU no número de juntas de freguesia.

 O atual executivo da câmara é constituído por quatro eleitos do PS e três da CDU, sendo que esta coligação que reúne PCP e Verdes lidera seis juntas do concelho, os socialistas cinco e uma é gerida por um movimento independente.

Nas eleições autárquicas de domingo, além de Paulo Arsénio, concorrem à Câmara de Beja Vítor Picado (CDU), Nuno Palma Ferro (PSD, CDS-PP, PPM, Iniciativa Liberal e Aliança), Gonçalo Monteiro (Bloco de Esquerda) e Pedro Pinto (Chega).