O presidente eleito da Câmara de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá (CDU), afirmou hoje que a população reconheceu a credibilidade do seu projeto, dando-lhe a vitória nas autárquicas de domingo, e prometeu reconciliar o município com as pessoas.
“Montemor-o-Novo reconheceu o trabalho que foi desenvolvido pelas câmaras sob a minha presidência e sabe que não houve projeto estruturante que não tivesse a nossa assinatura”, realçou à agência Lusa Carlos Pinto de Sá.
A CDU venceu a Câmara de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, nas eleições autárquicas de domingo, reconquistando aquele bastião comunista perdido em 2021 para o PS, segundo os dados provisórios do Ministério da Administração Interna (MAI).
Considerando que a CDU (PCP/PEV) tem “provas dadas e trabalho feito” no concelho, o presidente eleito do município defendeu que, nestas eleições, houve “um reconhecimento da credibilidade” do projeto da coligação liderada pelos comunistas.
“Durante estes quatro anos, a Câmara PS prometeu mudança, não mudou, prometeu muito, fez muito pouco e, naturalmente, as pessoas penalizaram o Partido Socialista por essa situação”, argumentou.
Pinto de Sá salientou que a população votou maioritariamente na CDU porque queria que Montemor-o-Novo “retomasse o desenvolvimento, a atenção particular às pessoas e às freguesias e que tivesse uma perspetiva de futuro mais risonho”.
O presidente eleito apontou a necessidade de haver agora “um processo de reconciliação da câmara com a população” para levar as pessoas, as empresas e as instituições a “discutir e participar nos processos de tomada de decisão”.
“Por outro lado, há um conjunto de áreas que temos que analisar, rever, em muitos casos alterar, as orientações colocadas e avançar com as propostas que fizemos”, disse, dando como exemplo alegadas perdas de financiamento ou questões relacionadas com o Governo que “vão obrigar a um diálogo forte e persistente”.
Questionado pela Lusa sobre a necessidade de entendimento para uma gestão estável da autarquia, Pinto de Sá mostrou-se convencido de que “é possível, através da negociação, encontrar as formas de viabilizar os documentos e propostas fundamentais”.
“Aliás, havia áreas onde havia pontos de contacto entre as três forças políticas que estão representadas na câmara”, assinalou, esperando que o processo negocial que se segue chegue “a bom porto e tenha como perspetiva melhorar Montemor-o-Novo”.
Carlos Pinto de Sá, que foi presidente deste município entre 1994 e 2012, antes de ‘rumar’ à presidência da Câmara de Évora, onde está a concluir o terceiro mandato consecutivo, sucede ao socialista Olímpio Galvão.
A coligação PCP/PEV conseguiu 37,08% dos votos e três mandatos, o PS foi o segundo mais votado com 32,38% e dois mandatos e a coligação CDS-PP/PSD teve 22,63% dos votos e também dois eleitos.
Nas eleições de hoje, estavam inscritos 13.547 eleitores neste concelho, tendo votado 65,73% (abstenção foi 34,27%). Os votos brancos foram 1,33% enquanto os nulos foram 0,60%, de acordo com os resultados provisórios do Ministério da Administração Interna.



















