O presidente da Câmara de Elvas, no distrito de Portalegre, o independente José Rondão Almeida, vai recandidatar-se a um segundo mandato nas eleições autárquicas de 2025, anunciou hoje o próprio durante uma conferência de imprensa.
“Vou-me recandidatar, mais uma vez, pelo Movimento Cívico e Independente por Elvas, que em Elvas é designado o ‘Partido Socialista número dois’”, disse o histórico autarca.
José Rondão Almeida, de 81 anos, foi presidente do Município de Elvas eleito pelo PS, entre 1994 e 2013, mas, nas autárquicas de 2021, liderou a candidatura do Movimento Cívico por Elvas, vencendo as eleições ao socialista Nuno Mocinha, então presidente da câmara e que estava na ‘corrida’ para um terceiro mandato.
O atual autarca de Elvas, que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa realizada na câmara para fazer o balanço dos três primeiros anos deste mandato, criticou ainda a postura do PS local ao longo deste tempo.
Rondão Almeida disse lamentar, com “algum desgosto”, não ter verificado “abertura” por parte da estrutura local do PS para “voltar a ser novamente o grande partido” que Elvas teve ao longo das últimas décadas.
O autarca aludiu, em concreto, à retirada da confiança política por parte do PS aos três vereadores eleitos por aquele partido e que, nesta altura, estão no executivo municipal a exercer funções como vereadores com pelouros.
“A ambição política pessoal, com projetos próprios, que não são projetos para a comunidade, levou evidentemente [a] que tivesse dividido o próprio PS e não tivesse criado as condições mínimas para congregar todo o trabalho que foi feito ao longo dos últimos 30 anos”, alegou.
Além de ‘lançar farpas’ a postura do PS local, Rondão Almeida criticou ainda a “mudança de comportamento” da única vereadora da coligação PSD/CDS-PP, Tânia Rico, que substituiu a vereadora social-democrata Paula Calado, falecida em 2023.
O atual executivo municipal de Elvas é formado por três eleitos pelo Movimento Cívico por Elvas, outros tantos do PS – a quem a estrutura local do partido retirou a confiança política – e um da coligação PSD/CDS-PP.
Na conferência de imprensa de hoje, José Rondão Almeida enumerou os vários projetos que concretizou e que tem em curso, destacando que a câmara possui, nesta altura, “disponibilidade financeira de 13 milhões de euros”, não tendo para o efeito aumentado ou reduzido os impostos ao longo deste mandato.
“Criámos um superavit orçamental anual na ordem dos quatro milhões de euros”, disse.
Em termos de Estratégia Local de Habitação, indicou, o município tem em curso um investimento, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 30 milhões de euros, para requalificar 218 fogos para renda social e 70 apartamentos novos para renda acessível.
De acordo com Rondão de Almeida, ainda faltam executar outros 30 milhões de euros no âmbito desta estratégia, aguardado a autarquia que a candidatura a fundos comunitários seja aprovada.
“Até 2030, somos capazes de chegar às 300 casas para podermos pôr no mercado”, afirmou.
Ao longo do encontro com os jornalistas, o histórico autarca argumentou ainda que, nos últimos três anos, várias entidades e empresários investiram “mais de 20 milhões de euros” em Elvas.
Com mais de 600 funcionários, a Câmara de Elvas tem também em curso 23 programas sociais, que abrangem cerca de 5.000 beneficiários, num investimento de dois milhões de euros.
Acompanhado por quatro vereadores, o autarca abordou ainda outros projetos na área do ambiente, economia, desporto, cultura e turismo, considerando este último setor “determinante” para a cidade classificada como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


















