O presidente eleito da Câmara de Monforte, distrito de Portalegre, Miguel Rasquinho, congratulou-se hoje com a vitória do PS, afirmando que existe uma “grande expectativa” no concelho depois de um ciclo de 12 anos de gestão CDU.
“Há aqui uma grande expectativa depois de um ciclo de 12 anos da CDU, de voltarmos, acima de tudo, a fazer melhor, fazer diferente pelo concelho”, disse.
Miguel Rasquinho, que falava à agência Lusa após terem sido conhecidos os resultados das eleições autárquicas de domingo, recordou que o município já foi liderado pelo PS, tendo ele próprio já sido presidente daquela câmara, entre 2009 e 2013.
“É uma câmara que o PS já conquistou durante muitos anos, que era da CDU, mas que, enfim, conseguimos reconquistar. Acima de tudo é um sentido de grande responsabilidade para fazer por Monforte, para trabalhar pelas pessoas de Monforte”, sublinhou.
O autarca, que não conseguiu conquistar a maioria absoluta, disse esperar, no futuro, trabalhar com todos os eleitos e acreditar na “boa-fé” das restantes forças politicas para ajudarem a desenvolver o concelho.
“Ninguém ficará de fora da nossa gestão. Todos terão o seu lugar, todos terão a sua opinião. Assim, todos queiram também, obviamente, participar na solução dos problemas do concelho de Monforte”, disse.
No mandato saído das autárquicas de 2021, a Câmara de Monforte tem sido liderada pelo comunista Gonçalo Lagem, que cumpre o terceiro e último mandato, não podendo recandidatar-se ao cargo devido à lei de limitação de mandatos.
Nas eleições deste domingo, a CDU avançou com a candidatura do atual vice-presidente da câmara Fernando Saião.
Também em declarações à Lusa, o candidato comunista assumiu a derrota, argumentando que, quando se entra na corrida eleitoral, podem ocorrer dois cenários: a vitória ou a derrota.
“Ou que podemos ganhar ou que podemos não ganhar. Naturalmente, fizemos tudo para ganhar, tínhamos o melhor programa, tínhamos as melhores equipas, mas o povo é soberano”, disse.
Assumindo que vai exercer a função de vereador, Fernando Saião garantiu que a CDU vai “sempre lutar” para que os melhores projetos para o concelho sejam aprovados.
“Podem contar connosco para aprovar aquilo que seja bom para o concelho. Aquilo que não é bom para o concelho, obviamente, têm que contar com o nosso voto contra, porque aquilo que mais interessa é a defesa das nossas populações, das nossas freguesias”, acrescentou.
Segundo dados provisórios do Ministério da Administração Interna (MAI), em Monforte, o PS obteve nestas autárquicas 657 votos (35,84%) – dois mandatos -, seguido pela CDU (PCP-PEV),com 600 votos (32,73%) – também dois mandatos -, enquanto, em terceiro lugar, ficou o Movimento de Cidadãos do Concelho de Monforte, com 360 votos (19,64%), o que lhe garantiu um eleito.
Já o partido Chega conquistou 165 votos (9%), sem qualquer mandato no executivo camarário.
Num universo de 2.525 inscritos, votaram 1.833 eleitores, ou seja, 72,59%. Foram registados 1,69% de votos em branco (31) e 1,09% de nulos (20).



















