O cabeça de lista do Chega à Câmara de Évora, Ruben Miguéis, alertou hoje para as dificuldades que pessoas com mobilidade reduzida enfrentam para se deslocar e entrar em edifícios públicos e prometeu corrigir os problemas.
“É praticamente impossível, numa cadeira de rodas, andar na cidade e isso não pode acontecer”, afirmou à agência Lusa Ruben Miguéis, enquanto gravava um vídeo de denúncia sobre o tema, que vai ser divulgado mais tarde nas suas redes sociais.
Sentado numa cadeira de rodas, enquanto uma pessoa da sua equipa o filmava, o candidato entrou na Biblioteca Pública de Évora (BPE), tutelada pela Biblioteca Nacional de Portugal, mas não passou do rés-do-chão do edifício.
“Uma pessoa com mobilidade reduzida não consegue visitar a nossa biblioteca. Não há elevador”, lamentou, salientando que a Sala Principal de Leitura e outros espaços e serviços estão localizados no primeiro piso do edifício.
Segundo Ruben Miguéis, também no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, tutelado pela empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, as pessoas com mobilidade reduzida “têm que pedir ajuda para entrar porque a inclinação está acima dos 6%”.
O candidato disse ter ainda identificado na cidade “lugares de estacionamento que estão com medições erradas”, ou seja, têm menos de 3,50 metros de largura, como consta na legislação: “Está na legislação tudo certinho, mas não cumprem”.
Ruben Miguéis revelou ter estado no parque de estacionamento do Teatro Garcia de Resende, que “tem três lugares que cumprem as medidas certas”, apontando dificuldades das pessoas para “tirar o ‘ticket’ do parquímetro”, por causa do passeio.
Além disso, relatou, uma pessoa com mobilidade reduzida que estacione o carro no parque de estacionamento do teatro tem que subir uma rampa para entrar no edifício, tarefa que se adivinha difícil: “Eu não consegui. Tive que pedir ajuda”, frisou.
“Mesmo as passadeiras, que devem ter uma inclinação inferior a 6%, não têm” esse nível de ângulo, realçou o candidato, avisando que uma pessoa em cadeira de rodas “corre o risco de cair para trás, porque a cadeira empina”.
Se for eleito presidente da câmara, o cabeça de lista do Chega prometeu “identificar todos os lugares de mobilidade reduzida e alterá-los para as medidas corretas” e, em relação a outros problemas, pedir a opinião dos próprios utilizadores.
Ruben Miguéis criticou igualmente a falta de iluminação pública na cidade, dando como exemplo o percurso junto às muralhas, onde habitantes e turistas têm que levar lanterna quando passeiam à noite.
Além de Ruben Miguéis, concorrem à Câmara de Évora João Oliveira, pela CDU, Carlos Zorrinho, pelo PS, Henrique Sim-Sim, pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, Florbela Fernandes, do Movimento Cuidar de Évora (MCE), Pedro Ferreira, do Bloco de Esquerda, e Fábio Cabaço, pela Iniciativa Liberal (IL).
O atual executivo municipal, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), a cumprir o seu terceiro e último mandato, é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do MCE, mas a mesa da assembleia municipal está nas mãos dos socialistas.



















