O cabeça de lista do PS à Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, apelou a “uma maioria estável” para governar o município, argumentando que um executivo fragmentado, como o atual, seria “muito mau” para o concelho.
Com o ex-ministro do PS Luís Capoulas Santos integrado na sua comitiva, Carlos Zorrinho contactou com habitantes da aldeia de Valverde, no concelho de Évora, e almoçou na sede do Grupo Desportivo e Cultural da Tourega.
“Esta recetividade permite-me acreditar que vamos ganhar a câmara com a maioria estável que sempre pedi”, afirmou o candidato, frisando, porém, que assumirá o cargo de presidente “desde que tenha esse mandato, nem que seja por um voto”.
Falando à agência Lusa durante uma ação de campanha nesta aldeia, Zorrinho considerou que seria “muito mau para Évora, seja qual for o presidente, se tiver que fazer face a uma situação de fragmentação como esta”.
“As pessoas podem verificar o que aconteceu neste mandato e percebem que, quando a câmara não tem voz forte, não está apenas em causa a resolução dos problemas do concelho, é a capacidade de falar com ministros, instituições públicas e a Europa”, disse.
O candidato socialista à Câmara de Évora nas eleições do próximo domingo aludia ao atual executivo municipal, que é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do Movimento Cuidar de Évora (MCE).
Assinalando que “a força dada ao mandato do presidente é muito importante”, Carlos Zorrinho insistiu que uma vitória do PS com maioria estável “é a melhor solução para Évora”.
“Se não acontecer, obviamente vamos falar com toda a gente”, sublinhou.
O antigo ministro da Agricultura Capoulas Santos juntou-se à comitiva socialista na passagem da campanha pela aldeia onde reside e, em declarações à Lusa, mostrou-se otimista com os resultados eleitorais do partido no concelho.
“Parece-me que há uma dinâmica favorável à candidatura do Partido Socialista”, notou, reconhecendo que Carlos Zorrinho “tem um currículo e um perfil que se destacam”, devido ao seu “percurso na política e na vida académica”.
Capoulas Santos defendeu, “partidarismo à parte, que é mesmo o melhor candidato que disputa estas eleições” à Câmara de Évora, destacando o “programa estruturado no curto e no médio prazo” com que se apresentou o cabeça de lista socialista.
“Tem uma visão que não é apenas imediatista, ainda que haja questões muito específicas que é preciso acudir de imediato”, mas também “de longo prazo para uma cidade que está numa situação que me parece estar bastante aquém do que poderia e deveria ser”, acrescentou.
Além de Carlos Zorrinho, concorrem à Câmara de Évora João Oliveira, pela CDU (coligação PCP/PEV), Henrique Sim-Sim, pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, Florbela Fernandes, do MCE, Ruben Miguéis, pelo Chega, Pedro Ferreira, pelo Bloco de Esquerda (BE) e Fábio Cabaço, pela Iniciativa Liberal (IL).
O atual executivo municipal, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), a cumprir o seu terceiro e último mandato, é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do MCE, mas a mesa da assembleia municipal está nas ‘mãos’ dos socialistas.


















