O turismo, a mobilidade e a criação de zonas verdes são três prioridades do candidato do PS à Câmara de Portalegre, Francisco Silva, que diz conhecer “melhor o território” do que, eventualmente, a atual presidente do município.
O candidato socialista, que falava hoje à agência Lusa após uma reunião com os trabalhadores das oficinas municipais, garantiu aos eleitores que “podem confiar” no seu projeto político para derrotar nas eleições autárquicas Fermelinda Carvalho, que lidera atualmente o município, pela coligação PSD/CDS-PP, e que se recandidata a um segundo mandato.
“Podem confiar em nós, eu sou uma pessoa que está na cidade há muitos anos, quem me conhece sabe que é verdade, não apareço agora nem caí de paraquedas, já fui presidente da Junta da Sé e depois da União de Freguesias da Sé e São Lourenço, já tive uma série de cargos em associações, sou presidente da Tégua (Associação de Desenvolvimento Regional D’entre Tejo e Guadiana)”, disse.
“Conheço a cidade, se calhar, melhor do que ninguém, se calhar, melhor do que a atual presidente, sei onde posso fazer e sei que posso melhorar e muito”, criticou.
Recordando que, caso seja eleito, possui em carteira vários projetos, o candidato do PS, que no atual executivo conta com dois eleitos, espera requalificar a Igreja da Penha e espaços envolventes.
A colocação de um passadiço e a requalificação da igreja, são alguns dos pontos em que pretende intervir, bem como na criação de um restaurante naquela zona, que considera possuir uma “vista extraordinária” sobre a cidade de Portalegre.
O candidato tem ainda em carteira um projeto para requalificar o espaço da antiga fábrica de lanifícios Finos, situada no centro da cidade e que foi encerrada há mais de 20 anos.
Este projeto visa retirar algum trânsito da avenida 1.º de Maio, a criação de um pavilhão multiúsos e zonas verdes, bem como uma área destinada à habitação.
“Nós temos de recuperar a questão da Finos, aquele espaço que está fechado, e (…) tem de ser recuperado urgentemente para acabar a obra da meia encosta, temos de retirar a maior parte do trânsito da avenida 1.º de Maio”, defendeu.
Para o candidato, o turismo, a mobilidade e a criação de zonas verdes são três áreas de atuação “extremamente importantes” para o desenvolvimento.
“Com isto não quer dizer que não haja mais coisas e quem ler o nosso programa vai saber que há mais coisas, mas estas, talvez, sejam as mais fáceis de fazer desde que haja boa vontade”, disse.
Além do cabeça de lista do PS, concorrem à Câmara de Portalegre nestas eleições autárquicas a atual presidente do município, Fermelinda Carvalho, pela coligação PSD/CDS-PP, Ricardo Romão, pela Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP), Diogo Júlio, pela CDU, e João Lopes Aleixo, pelo Chega.
O atual executivo é composto por três eleitos da coligação PSD/CDS-PP, dois do PS e dois da Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP).
Na Assembleia Municipal de Portalegre, onde a coligação PSD/CDS-PP tem 12 eleitos, a oposição tem maioria, com oito do PS, oito da CLIP e um da CDU.




















