O candidato do Chega à Câmara de Beja, David Catita, defendeu hoje uma aposta “forte” na segurança do concelho, admitindo a criação de uma polícia municipal para “aliviar as forças de segurança” dos “trabalhos mais administrativos”.
“Muitas vezes, as forças de segurança estão a fazer trabalho administrativo, a verificar papelada, coisas que não são tão determinantes e, portanto, queremos com a polícia municipal ocupar essa parte e permitir que as forças de segurança trabalhem [e] que tenham mais presença no terreno”, disse à agência Lusa David Catita.
Segundo o cabeça de lista, este serviço deverá dar resposta “junto às escolas” para “reduzir o assédio, a criminalidade [e] o ‘bullying’”, na vigilância noturna para “atenuar a insegurança” dos jovens e nas freguesias rurais.
“É fundamental que as pessoas que vivem no mundo rural se sintam seguras, sintam que passa lá de vez em quando alguém [ou] alguma força de segurança”, afirmou durante uma ação de campanha no Jardim do Bacalhau.
O candidato prevê a operacionalização de três equipas afetas à Polícia Municipal de Beja.
No âmbito da Segurança, David Catita admitiu também a necessidade de “criar condições, em termos de instalações [e] equipamentos”, para os elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP), da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)e dos Bombeiros Voluntários de Beja.
“A nossa intenção é criar uns serviços comuns que possam, de alguma forma, alojar todos os funcionários destas forças e que consigam ter refeições, ginásio, fisioterapia [e] até apoio psicológico. No fundo, criar ali um sítio seguro para que estas forças possam sentir-se valorizadas”, aludiu.
Relativamente à videovigilância, o candidato prevê uma “instalação gradual” destes sistemas em zonas urbanas e rurais para que as forças de segurança possam controlar “se há circulação de carros a horas suspeitas, se há pessoas a acelerar pelas ruas [ou] se há furtos”.
Relacionado ainda com este tópico, David Catita propõe a remoção da linha de comboio “que divide a cidade ao meio” e que “não tem vigilância” e “é, na verdade, uma linha de criminalidade”.
“Nós estivemos com várias entidades que foram assaltadas através da linha do comboio. E, portanto, não passa lá um carro da polícia porque tem os carris, serve para todo o género de atividades ilícitas e circula desde a zona do bairro das Pedreiras até à zona do bairro do Mira Serra”, referiu.
Questionado quanto ao que será um bom resultado eleitoral no domingo, David Catita acredita que é “ter margem eleitoral para poder implementar” as suas medidas, uma vez que “muitas vezes a democracia deixa as coisas em terra de ninguém”.
“Quando não se sabe para onde se vai, todos os caminhos vão lá dar. Para cima e para baixo. E, portanto, se tiverem uns a rumar para um lado e uns a rumar para o outro, o barco anda às voltas”, afiançou.
Além de David Catita, concorrem à Câmara de Beja o atual presidente Paulo Arsénio, pelo PS, Vítor Picado, pela CDU – PCP/PEV, Nuno Palma Ferro, pela coligação Beja Consegue, que junta PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal (IL) e Madalena Figueira, pelo Bloco de Esquerda (BE).
O atual executivo municipal, com gestão socialista, é composto por três eleitos PS, três eleitos CDU e um eleito pela coligação Beja Consegue. Na assembleia municipal, o PS é o partido com mais eleitos, mas não tem maioria absoluta.



















