O cabeça de lista do Chega à Câmara de Évora, Ruben Miguéis, criticou o que considera ser “o estado de abandono” do concelho e prometeu estar próximo da população para resolver o que está mal.
Numa ação de campanha na freguesia de Canaviais, que fica a meia dúzia de quilómetros do centro de Évora, Ruben Miguéis, acompanhado pelo candidato do Chega a esta junta, João Badagola, e outros elementos do partido, percorreu ruas e entrou em cafés.
“Não tivemos nenhuma surpresa, porque em todas as freguesias é o mesmo problema: É a falta de limpeza e são as estradas em mau estado”, afirmou o candidato do Chega à presidência deste município nas eleições autárquicas do dia 12.
Enquanto a comitiva distribuía sacos de pano, camisolas, bonés e porta-chaves com o símbolo do partido a quem estava na esplanada do café da Casa do Povo de Canaviais, Ruben Miguéis ouvia com atenção as queixas de um morador.
“Estão a colocar entulho [num terreno] em frente à escola. É o local de descarga da câmara, mas a vista que as crianças têm da janela é o entulho”, relatou o morador Pedro Mão de Ferro, manifestando-se indignado com a situação.
Nas declarações à Lusa, o candidato do Chega considerou que este retrato que disse ser de “desleixo” é igual “em todo o lado” do concelho, atribuindo culpas à “herança da CDU”.
“Quem ganhar a câmara, a primeira coisa que tem que fazer é visitar as juntas de freguesia e andar nas ruas para saber os problemas que existem”, salientou.
Na passagem por uma das drogarias mais antigas do concelho, com mais de 40 anos de existência, a antiguidade da casa foi tema de conversa e, à saída, Ruben Miguéis deixou uma mensagem: “Temos que alimentar o comércio local”, vincou.
Aludindo às condições em que se encontram as estradas do concelho, o candidato admitiu que será difícil colocar “tapetes de alcatrão em todo o concelho”, devido às dificuldades financeiras do município.
“Mas, quando vimos um buraco aberto” ou quando é necessário fazer uma intervenção para, por exemplo, reparar uma rotura de água “temos que tapar o buraco e não pode ficar aberto meses e meses, porque é um desrespeito pelos eborenses”, sublinhou.
Ruben Miguéis realçou que, se for eleito presidente da câmara, quer “ouvir as pessoas” sobre os problemas do concelho para determinar junto dos serviços municipais a sua resolução com um prazo definido.
“Gerir a câmara é fácil, é ouvir a população. A população vive cá, está diariamente aqui e, agora, temos esse trabalho facilitado com as redes sociais e os telemóveis”, acrescentou.
Além de Ruben Miguéis, concorrem à Câmara de Évora João Oliveira, pela CDU, Carlos Zorrinho, pelo PS, Henrique Sim-Sim, pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, Florbela Fernandes, do Movimento Cuidar de Évora (MCE), Pedro Ferreira, do Bloco de Esquerda, e Fábio Cabaço, pela Iniciativa Liberal (IL).
O atual executivo municipal, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), a cumprir o seu terceiro e último mandato, é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do MCE, mas a mesa da assembleia municipal está nas mãos dos socialistas.




















