A candidata do PS à Câmara de Mora, Paula Chuço, propôs a venda de lotes municipais a baixo custo para fixar jovens e a criação de um parque logístico para dinamizar a criação de emprego.
“Queremos resolver o problema da habitação e já temos em cima da mesa algumas soluções, como loteamentos a custo muito reduzido”, revelou à agência Lusa a também presidente deste município do distrito de Évora.
Paula Chuço, cuja recandidatura foi anunciada em dezembro de 2024, juntamente com a de outros candidatos socialistas no distrito, explicou que, atualmente, os jovens enfrentam dificuldades para construir habitação própria no concelho, apesar de existirem vários loteamentos disponíveis.
“Ficámos a saber, depois de reunir até com os jovens, que [os loteamentos] tem projetos-tipo que não vão ao encontro das necessidades dos jovens”, porque, com as atuais regras, “as casas ficam bastante dispendiosas”, adiantou.
Se for reeleita nas eleições autárquicas de 12 de outubro, a autarca socialista disse que pretende que a câmara passe a vender cada lote “a custo muito reduzido e que o projeto seja livre”, ou seja, “cada um poderá fazer a casa às suas medidas”.
“Colocamos o lote a um euro ou, no máximo, a cinco euros, mais não, para incentivar os jovens a comprarem os nossos lotes e, assim, a fazerem as suas casas”, salientou.
Considerando tratar-se de “uma medida fundamental” do seu programa eleitoral, a candidata do PS argumentou a mesma pode ajudar a “resolver o problema da [falta de] habitação” e, ao mesmo tempo, contribuir para os jovens “desenvolverem a sua vida em Mora”.
Outra das prioridades da atual presidente da câmara é a criação do parque logístico “para tentar, de uma vez por todas, atrair investimento de indústrias”.
“Uma das maiores empresas que temos no concelho tem mostrado que, se houvesse habitação, conseguiriam trazer jovens para trabalhar. Então, temos que começar pela habitação e, depois, pelo investimento”, assinalou.
A cumprir o primeiro mandato como presidente da Câmara de Mora, Paula Cristina Calado Chuço, de 56 anos, é natural e residente nesta vila alentejana.
É formada em Desenho de Construção Civil, atividade que desenvolveu durante cerca de 20 anos e, antes, trabalhou num gabinete de contabilidade, em Mora, tendo também sido docente e explicadora.
Além de Paula Chuço, a corrida autárquica conta ainda com as candidaturas do antigo autarca comunista Luís Simão, pela CDU, do bombeiro João Casqueiro, pelo Chega, e do antigo vereador socialista João Marques, que lidera um movimento independente.
O PS conquistou, nas eleições de 2021, este ‘bastião’ comunista do Alentejo, já que, até então, a Câmara de Mora tinha sido gerida por coligações lideradas pelo PCP desde as primeiras autárquicas democráticas após o 25 de Abril, realizadas em 1976.
O atual executivo é constituído por três eleitos do PS – mas um deles não tem pelouros – e dois da CDU.



















