O professor e vereador Nuno Palma Ferro, da coligação liderada pelo PSD, é o primeiro presidente de “direita” na Câmara de Beja, depois de ter vencido as eleições autárquicas realizadas neste domingo.
Em declarações à agência Lusa, o candidato da coligação Beja Consegue, formada por PSD, CDS-PP e IL, disse querer “elevar Beja e melhorar tudo o que diz respeito” à cidade e ao concelho.
“Beja tem de assumir a sua capitalidade e isso envolve várias vertentes e envolve ser um pouco o ‘farol’ para todos os concelhos vizinhos. E nós vamos trabalhar para isso”, afirmou.
De acordo com os dados provisórios do Ministério da Administração Interna (MAI), a coligação Beja Consegue venceu as eleições para a câmara municipal, que era gerida pelo PS desde 2017, com 31,14% dos votos, garantindo dois dos sete mandatos no executivo.
Em segundo lugar ficou o PS, que teve 26,82% e elegeu igualmente dois vereadores, o mesmo número de eleitos que alcançou a CDU, que obteve uma votação de 22,08%.
No novo executivo municipal vai estar também, pela primeira vez, um eleito do Chega, que registou um total de 16,93% dos votos.
Perante esta “dispersão” de eleitos, o presidente eleito da Câmara de Beja disse que a gestão do município “não será fácil nem difícil”, afiançando ser “um homem de consensos”.
“Procurarei o consenso junto de todos os intervenientes e de todos os autarcas eleitos e estou crente que todos contribuiremos para que as propostas que sejam por Beja sejam conseguidas”, frisou.
Nuno Palma Ferro referiu ainda que as suas prioridades serão “trabalhar ao nível das acessibilidades, da higiene e da limpeza urbana, da identidade, da economia e da atratividade”.
Em declarações à Lusa, o candidato socialista e ainda presidente da câmara municipal, Paulo Arsénio, reconheceu ser “um mau resultado para o PS” e para a sua candidatura.
“O objetivo era sermos o partido mais votado para a Câmara Municipal de Beja e termos um número maior de freguesias do que aquelas que tínhamos, mas não alcançámos nenhum dos dois objetivos”, afirmou.
Paulo Arsénio disse ainda que o PS “assumirá as suas responsabilidades de acordo com os mandatos que lhe foram atribuídos” e está disponível “para contribuir para que o concelho de Beja se afirme cada vez mais como a grande ‘centralidade’ do sul”.
Por sua vez, o cabeça de lista da CDU, o vereador Vítor Picado, afirmou que a coligação formada por PCP e PEV está “de consciência tranquila com o trabalho realizado” na campanha e disponível para “construir pontes”.
Para “tudo o que seja bom para o desenvolvimento da cidade, do concelho e da região, estaremos na linha da frente, a apresentar as nossas propostas, a construirmos pontes para avançarmos e, naturalmente, a construirmos consensos para que as coisas avancem de uma forma natural”, frisou.
Já o candidato do Chega, David Catita, assumiu que a sua candidatura pretendia “ter uma palavra a dizer” na nova governação da câmara municipal, mas que “só com um eleito, de facto, fica curto”.
Em termos de resultado, a votação alcançada pelo Chega “é um bocadinho menos do que nós queríamos”, rematou.
Comunistas e socialistas sempre alternaram na governação da Câmara de Beja, tendo agora Nuno Palma Ferro ‘quebrado’ essa tradição.


















