Autárquicas 2021/Portalegre: Agricultora e autarca representa PSD/CDS-PP e quer “lavoura de fundo” no concelho

Fermelinda Carvalho

A agricultura e a política são as “duas paixões” da candidata do PSD/CDS-PP à presidência da Câmara de Portalegre, que espera aplicar uma “lavoura de fundo” para mudar o concelho, caso vença as eleições autárquicas deste ano.

Fermelinda Carvalho, que está a cumprir o terceiro e último mandato como presidente da Câmara Municipal de Arronches (Portalegre), sempre eleita pelo PSD, é também presidente da Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre, desde 2014.

A candidata, de 50 anos, diz à agência Lusa que quer agora conquistar a câmara da capital de distrito, governada pelo movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP), para desenvolver um projeto político “mobilizador” e que dê “motivação” aos munícipes.

A engenheira de produção animal e também agricultora aponta como “grandes questões” para resolver, caso seja eleita, o que classifica como “assustador abandono” do centro histórico da cidade, lamentando a existência de “muita habitação degradada”.

A zona industrial de Portalegre, que a representante da coligação PSD/CDS-PP diz ter estradas “inaceitáveis e degradadas” e para a qual quer atrair mais empresários, é outro dos seus alvos.

“Portalegre tem tabelas de taxas de impostos do mais elevado que eu conheço e isso tem de mudar, tem de se dar condições”, defende Fermelinda Carvalho, que foi a primeira candidata a ser oficialmente anunciada à autarquia de Portalegre nestas autárquicas .

Segundo a cabeça de lista, Portalegre precisa, nos próximos anos, de “uma lavoura de fundo”. O concelho “tem de voltar a acreditar que é possível” tomar outro rumo.

No seu entender, “Portalegre precisa de alguém que esteja habituada a trabalhar com verbas escassas” e “que volte a motivar as pessoas para recuperar o concelho”, porque estas “estão muito desmotivadas e precisam de alguém que lhes transmita confiança, que tenha a noção do que falta fazer”.

E eu acho que falta fazer muito”, acrescenta.

Numa primeira fase, deve ser resolvido, “de imediato”, um conjunto de “pequenas coisas”, como a higienização das ruas, sugere Fermelinda Carvalho.

Às vezes, as pequenas coisas tornam a vida das pessoas muito mais fáceis e essas pequenas coisas são as ruas em condições, limpas, uma cidade mais bonita, uma câmara de portas abertas”, sublinha.

Nas horas livres, a candidata assume que gosta de permanecer no campo, acompanhada pelos filhos e pela restante família, e conta que dedica tempo ao acompanhamento de quatro instituições particulares de solidariedade social.

Com uma personalidade que qualifica como “alegre, apaixonada” pelo que faz, “determinada e trabalhadora”, Fermelinda Carvalho lança também, nesta caminhada eleitoral, um olhar para as freguesias rurais.

Nascida na freguesia de Alegrete e residente na de Urra, ambas no concelho de Portalegre, entende que as freguesias rurais “merecem uma atenção” e que “nada tem sido feito” nos últimos anos.

Para inverter essa situação, e numa primeira fase, defende um “maior investimento” em loteamentos para habitação, para fixar pessoas nas freguesias rurais.

Apreciadora de fado, de músicas dos anos 80 e da música portuguesa, Fermelinda Carvalho espera acertar “na ‘banda sonora’ da sua candidatura e rumar” do município vizinho de Arronches para o de Portalegre.

O executivo da capital de distrito, agora presidido por Adelaide Teixeira – que ainda não anunciou se é ou não recandidata -, é formado por três eleitos da CLIP, dois do PS, um do PSD e outro da CDU.

Além da cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, a corrida eleitoral à Câmara de Portalegre tem três candidatos anunciados: Luís Moreira Testa (PS), Hugo Capote (CDU) e Luís Lupi (Chega).

As eleições autárquicas ainda não têm data marcada, mas, segundo a lei, ocorrem entre setembro e outubro.

Por: Hugo Teixeira