Quinta-feira, Maio 23, 2024

Autarca de Évora desafia a “procurar projetos concretos que respondam” às alterações climáticas

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O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, desafiou, esta quinta-feira, a “procurar projetos concretos que respondam” às alterações climáticas.

Carlos Pinto de Sá falava durante a quarta edição do Energy and Climate Summit dedicada à Mobilidade e ao Transporte Ferroviário, que decorre em Évora âmbito do Projeto GUARDIÕES, promovido pelo Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), em parceria com o Fórum da Energia e Clima (FEC) e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).

Em declarações a’ODigital.pt, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, começou por dizer que “esta conferência enquadra-se na resposta a um desafio da humanidade que tem a ver com as alterações climáticas e com a necessidade de tomar medidas para combater essas alterações climáticas.”

O autarca eborense afirma que “têm-se realizado muitos encontros, temos muitos papéis assinados, fala-se muito em declarações, mas o que continua a acontecer é o aumento das emissões e não a redução, ou seja, não há de facto vontade política para resolver a questão e por isso precisamos a todos os níveis de, não apenas falar, mas procurar projetos concretos que respondam a estes problemas e é nesse contexto que enquadro este encontro que está a abordar uma das componentes importantes que é a questão da mobilidade e do transporte ferroviário.

Claramente temos que substituir o transporte rodoviário, que utiliza combustíveis fósseis, por outras tecnologias que sejam menos negativas para o ambiente e, neste caso, ao nível rodoviário, passar sobretudo para a componente elétrica, mas também ao nível do transporte ferroviário, levar a que haja uma passagem da rodovia para a ferrovia”, frisou.

Carlos Pinto de Sá, afirmou ainda que “durante décadas o país esqueceu a ferrovia, desinvestiu na ferrovia e chegámos a uma situação absolutamente inqualificável em Portugal, mas finalmente, parece que se redescobriu a importância da ferrovia e, portanto, é fundamental que estes projetos vão para a frente”, dando o exemplo de Évora, onde “temos um projeto que é estruturante para o país, que é a ligação Sines, Évora, Espanha, que fala muito de mercadorias, mas que considero que tem todas as condições para transportar passeiros e por isso sempre defendemos a sua passagem pela estação de passageiros de Évora e isso conseguimos”.

Deixou claro que “esta nova linha dará uma contribuição decisiva para a descarbonização, por um lado, do país e em termos da Península Ibérica e, por outro lado, para Évora será também fundamental, pois terá a componente de poder aumentar as acessibilidades a Évora e poder ter aqui uma ligação Lisboa, Évora, Espanha nos dois sentidos que obviamente Évora beneficiará.

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