Autarca de Évora considera que o Plano de Recuperação e Resiliência não tem ambição

Câmara de Évora
Foto:D.R.

Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal de Évora (CME), considera que a Proposta do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentada não tem ambição de dar resposta capaz “às necessidades essenciais de Évora, do Alentejo e do país” e não tem capacidade de “alavancar a retoma e apontar novos caminhos de desenvolvimento que a pandemia evidenciou”.

O autarca esclarece que o plano “não prevê fortes apoios para os setores económicos produtivos do interior do país, e ainda menos para o Alentejo e para Évora, quase ignorando as pequenas e médias empresas”. Frisa ainda que o PRR quase esquece os serviços públicos, não havendo “reforço e expansão do Serviço Nacional de Saúde e das suas componentes de cuidados básicos e de proximidade, quanto às estruturas residenciais não lucrativas ou mesmo quanto à criação de um Serviço Nacional de Residências Sociais”.

O único projeto incluído no PRR é a construção do troço em falta do IP2, mas Carlos Pinto de Sá deixou 12 propostas estruturantes e que visam a coesão territorial e social no âmbito da resiliência e recuperação do Alentejo Central e de Évora. Estas propostas podem ser consultadas aqui.

Destaque para o dia 27, quando a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) propôs algumas alterações ao PRR, com a inclusão da nova escola de saúde da Universidade de Évora.