O presidente da Câmara Municipal de Alvito revelou “indignação” face ao processo de reabilitação da Estrada Nacional 257 (EN257), que liga Alvito a Viana do Alentejo.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, José Efigénio destacou que “já houve várias conversas em relação ao alargamento da estrada”, nomeadamente com a Infraestruturas de Portugal (IP). No entanto, “só obtivemos uma resposta”.
“Que durante o ano de 2026 iria constar em orçamento um valor para fazer o projeto de alargamento da estrada”, sublinhou o autarca.
Mesmo que a entidade já tenha “um valor calculado”, de cerca de dois milhões de euros, o presidente realçou que “continuamos a aguardar melhores notícias”.
Ainda assim, José Efigénio frisou que teve o “cuidado” de enviar um relatório de “todos os acidentes que vão havendo” ao antigo diretor regional da IP, de forma a “mostrar claramente o perigo que temos”. Isto porque “há praticamente um acidente por mês”.
Para além disso, afirmou que já foi pedida uma reunião com o Ministro das Infraestruturas para “lhe dizer o perigo”.
“Não é pedir contas. É demonstrar a nossa grande Insatisfação em relação à resposta que tem sido dada pelas IP”, acrescentou.
O autarca classificou a estrada como “estreita” e com um “tráfego imenso”, nomeadamente de “camiões”, para além de referir que “a qualidade e a largura daquela estrada não são adequadas para os dias de hoje e não são compatíveis com as necessidades que temos”.
José Efigénio clarificou que a população utiliza a via “diariamente” e “sente o perigo todos os dias”, uma vez que se cruzam “com camiões e praticamente têm de parar para fazerem o cruzamento”.
Para além disso, “cada vez temos mais exploração agrícola, temos a nossa fábrica de bagaço e o maior exportar de gado bovino”, assim “imagine-se o tráfego de camiões que temos”.
Para o autarca, este problema, para além da falta de resposta, assenta na “política de distribuição de verbas”. Porém, destacou o atraso: “Já andamos a batalhar há quatro anos”.
“Estamos a falar de uma estrada que dá acesso a uma sede de concelho e não há qualquer tipo de resposta. Nem nesta, nem em outras estradas, como é o caso da N258”, acrescentou.
Nesse sentido, o presidente realçou que o concelho está “completamente rodeado de más estradas”. Até mesmo as municipais, responsabilidade do município, mas que “também não têm tido resposta adequada pela falta de verba para resolver este tipo de situações”.
No que toca às municipais, o município pede “para já, só o alargamento da EN257”.


















