Atuações ao vivo de grupos corais de regresso ao Cante Fest em Lisboa e Serpa

O regresso das atuações ao vivo de grupos corais marca o Cante Fest deste ano, entre os dias 26 e 28 deste mês, em Lisboa e Serpa, após ter decorrido sobretudo ‘online’ em 2020, devido à covid-19.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a promotora, a Câmara de Serpa, no distrito de Beja, refere que a edição deste ano do Cante Fest, para celebrar os sete anos de cante alentejano como património mundial, “retoma o cante ao vivo”.

As atuações ao vivo de grupos corais vão decorrer no dia 26, na Casa do Alentejo, em Lisboa, e nos dias 27 e 28, na cidade e nas freguesias rurais do concelho de Serpa, com o regresso da Rota do Cante, precisa o município.

O arranque do evento vai ser marcado, precisamente, pelas atuações de dia 26, às 17:30, na Casa do Alentejo, em Lisboa, onde está patente ao público a exposição “Fotógrafos do Cante”, com fotografias de Ana Baião, António Cunha, Fabrice Ziegler e José Serrano.

A Rota do Cante, com atuações de grupos corais nas freguesias rurais do concelho de Serpa, é a proposta seguinte, a 27 de novembro, durante o dia.

À noite, a partir das 21:00, no Cineteatro Municipal de Serpa, haverá a cerimónia de comemoração do 7.º aniversário da classificação do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

O espetáculo “Elemento Árabe”, com Ana Santos, Ricardo Falcão, Tó Zé Bexiga e o Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, vai encerrar essa noite, no cineteatro.

No dia 28, a Rota do Cante vai decorrer no centro histórico de Serpa, a partir das 15:00, com autuações de vários grupos corais em cafés, tabernas e restaurantes.

No ano passado, a Câmara de Serpa adaptou o Cante Fest à situação de pandemia de covid-19 e a programação decorreu “maioritariamente em formato digital”, tendo as iniciativas, como atuações gravadas de grupos corais, sido transmitidas ‘online’ nas páginas do município em redes sociais.

O cante alentejano, canto coletivo sem instrumentos, foi classificado, a 27 de novembro de 2014, como Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), graças a uma candidatura apresentada pela Câmara de Serpa e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

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