O diretor artístico da Évora_27, John Romão, considerou que a primeira cerimónia pública de assinatura de contratos com os líderes de projetos inscritos no Livro de Candidatura, realizada a 18 de setembro no Convento de São Bento de Cástris, marca o início de uma nova etapa na Capital Europeia da Cultura.
Concretização após meses de preparação
O responsável lembrou que este momento resulta de meses de trabalho intenso. «Era um processo que gostaríamos de ter iniciado mais cedo. Em apenas cinco meses, conseguimos reforçar artisticamente os projetos e as suas componentes conceptuais, logísticas e de produção».
Com os contratos formalizados, os projetos passam agora à fase de execução. «Muitos deles vão começar ainda em 2025, seja com residências artísticas, seja com a abertura de open calls. Esta é uma nova fase mais pública de concretização e estamos muito satisfeitos por chegar aqui».
Projetos em várias áreas culturais
John Romão destacou a diversidade das propostas envolvidas. «São projetos que abrangem várias áreas artísticas, das artes visuais à música, ao teatro de marionetas e à arquitetura».
Entre os exemplos, apontou o projeto «Sob o Céu da Malagueira», que alia património e comunidade. «Não se trata apenas do trabalho de Siza Vieira, mas também da participação da associação de moradores e dos residentes do bairro, que serão convidados a integrar o processo».
Também em Montemor-o-Novo e Arraiolos surgem projetos com forte dimensão criativa. «Recordo o trabalho das ‘Oficinas do Convento’ e da ‘Praça Filmes’, que vai produzir três curtas de animação originais, colocando em diálogo artistas visuais com um realizador de cinema de animação. Já em Arraiolos, o projeto ‘Hipertéxtil’ da Córtex Frontal vai envolver diferentes artistas e comunidades».
Dimensão europeia e legado para o território
Segundo o diretor artístico, os contratos agora assinados não se limitam à produção artística. «Reforçámos os projetos também a nível da sua dimensão europeia e do legado para o território do Alentejo. É importante que este trabalho se traduza numa marca que vá além do efémero».
John Romão sublinhou que a visão da Évora_27 é a de construir uma herança duradoura. «Queremos que esta Capital Europeia da Cultura deixe uma inscrição no coração e na mente das pessoas e das comunidades que a constroem connosco».
Continuidade de um sonho coletivo
O responsável fez ainda questão de reconhecer o caminho que conduziu até este ponto. «Estamos a consolidar e a materializar um sonho que começou antes da minha chegada como diretor artístico. Agradeço às equipas que trabalharam antes de nós e à nossa equipa atual, que tornou real este projeto que é de todos e para todos».
O diretor artístico garantiu que esta é apenas a primeira etapa. «A segunda vaga de contratos com os restantes projetos inscritos no Livro de Candidatura acontecerá entre outubro e novembro, para que até ao final de 2025 todos estejam em condições de iniciar o trabalho».



















